Resgate dramático: Cavalo vítima de maus-tratos é resgatado em Jales

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Um cavalo foi encontrado abandonado na sarjeta próximo ao recinto de exposições de Jales (SP) na última quinta-feira, dia 10. Voluntários da ONG “AmigoBicho” se mobilizaram para resgatar o animal depois de receber uma denúncia.
Segundo os veterinários que fizeram o atendimento do cavalo, ele estava em estado avançado de desidratação e não tinha forças para ficar em pé. Depois de receber medicamentos, os voluntários chegaram a levar toalhas e cobertores para aquecê-lo, pois ele tinha tomado muita chuva durante o dia e estava tremendo de frio.

O animal precisou ser transportado em uma pá carregadeira para um local coberto, no recinto de exposições da cidade. O cavalo foi adotado e será levado para um sítio.
A expectativa dos veterinários é que ele consiga se recuperar, apesar de estar bem debilitado. O abandono e maus-trados é crime e o infrator pode ser condenado a prisão de três meses a um ano, além do pagamento de multa. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer a morte do animal. Voluntários da Ong tentam identificar quem seria o dono do animal. A polícia investiga o caso.

OBS: Para quem não sabe, Jales é a cidade que eu vivo. Infelizmente há muitos casos parecidos com esse, envolvendo cachorros e gatos. Realmente não sei onde a “humanidade” vai parar…

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Sobre corrupção…

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“A corrupção é histórica, é estrutural e ela não é do governo, ela pertence a uma interpretação ética bastante difundida na sociedade (…) e a corrupção é, como diria o Barão de Itararé, a negociata, o bom negócio para o qual não me convidaram. Ou seja, eu sou absolutamente ético e probo quando se trata de atacar o negócio que não me favorece e quando me favorece é um jeito, uma maneira, o jeitinho clássico (…) a corrupção é parte estrutural da sociedade brasileira, inclusive dos governos (…) a mudança tem que começar na escola com a não conivência com a fraude escolar, ela tem que atingir o governo, tem que atingir as família de pais que ensinam filhos, por exemplo, a técnicas pouco usuais ao concordarem que o filho copie um trabalho da internet (…) isso é um processo estrutural, orgânico, que começa na educação das crianças, sobre o que é mentir ou não mentir, seduzir ou não as crianças com elementos de corrupção: “se você fizer isso, eu te dou aquilo”, isso é um elemento de corrupção que começa muito cedo”.

Vergonha alheia

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Cada vez que o povo brasileiro decide se unir para protestar contra algo ou alguém, neste caso, especificamente falando a presidente Dilma Rousseff, já imagino o tanto de bobagem que brotará desses atos, claro, partindo de alguns poucos.

Não! Não sou contra as manifestações, desde que sejam pacíficas e com um propósito. Eu como cidadã brasileira, pagadora de impostos e desempregada (no momento), o que mais almejo é o fim dessa corrupção, dessa roubalheira toda. Não sou idiota, óbvio que não concordo com a atual situação econômica e política de nosso país.

Porém sabemos que essa corrupção sempre existiu, independentemente de ser desse ou daquele partido político. O momento está difícil? Sim, e muito, mas hoje mesmo em conversa com minha mãe ela me lembrou que na época do FHC as coisas estavam muito mais complicadas com a inflação altíssima. Nós passávamos com arroz e feijão.

Eu não me recordo, afinal de contas eu era uma criança que ainda estava aprendendo a conversar. Quem sou eu para falar de crise econômica não?

Enfim, o que vemos nesses protestos são algumas pessoas totalmente alucinadas, que clamam por coisas absurdas que deixam a ‘jornalista desempregada’ aqui morrendo de vergonha alheia.

Estão insatisfeitos? Vão para às ruas, peçam, protestem, exijam, mas sejam mais inteligentes e menos ignorantes. É muita imbecilidade! Estudem mais, please!

PS: Só para deixar claro para alguns, no caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff, não é o Aécio Neves quem vai assumir a presidência viu.

Clamam por violência. É só isso! (com erro de português ainda)

Clamam por violência. É só isso! (com erro de português ainda)

Pedem a volta do sr. bigode. Sério?

Pedem a volta do sr. bigode. Sério?

Brilhante a lógica desse menino. Rico nunca roubou, especialmente no Brasil. Parabéns!

Brilhante a lógica desse menino. Rico nunca roubou, especialmente no Brasil. Parabéns!

Neste caso fugiu da escola

Neste caso fugiu da escola

Bônus: se ela queria aparecer, parabéns, conseguiu!

Bônus: se ela queria aparecer, parabéns, conseguiu!

Hospital de Câncer de Barretos, nossa maior joia

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Acredito que muitas pessoas devem conhecer ou ao menos ter ouvido falar do Hospital de Câncer de Barretos. Eu particularmente tenho um gratidão eterna com essa instituição (contarei sobre em outro post). Considero esse hospital nossa maior joia, e devemos cuidar com todo carinho dessa preciosidade.

Barretos /SP – 1960 – O único hospital especializado para tratamento de câncer localizava-se na cidade de São Paulo e os pacientes que iam até o hospital São Judas, eram, em sua maioria, previdenciários de baixa renda, com alto índice de analfabetismo. Por isso, tinham dificuldades de buscar tratamento na capital, por falta de recursos, receio das grandes cidades, além da imprevisibilidade de vaga para internação.

No ano de 1967, o médico humanista Paulo Prata, fundador do Hospital São Judas, criou a Fundação Pio XII que passou a atender pacientes portadores de câncer.

Em virtude da grande procura de pacientes e o pequeno hospital não comportar todo crescimento, Paulo Prata, idealizador e fundador, recebeu a doação de uma área na periferia da cidade e propôs a construção de um novo hospital que pudesse atender às progressivas necessidades.

Esta pequena instituição contava com apenas quatro médicos: Paulo Prata, Scylla Duarte Prata, Miguel Gonçalves e Domingos Boldrini. Eles trabalhavam em tempo integral, com dedicação exclusiva, caixa único e tratamento personalizado. Filosofia de trabalho que promoveu o crescimento da entidade.

ANOS 80 E 90

Em 1989, Henrique Prata, filho do casal de médicos fundadores do hospital, abraça a ideia do pai e com a ajuda de fazendeiros da cidade e da região realiza mais uma parte do projeto. O pavilhão Antenor Duarte Villela, onde funciona o ambulatório do novo hospital é inaugurado em 6 de dezembro de 1991.

Vista aérea do Hospital de Câncer de Barretos

Vista aérea do Hospital de Câncer de Barretos

Dando sequência ao projeto que vem ganhando grandes proporções com a ajuda da comunidade, de artistas, da iniciativa privada e com a participação financeira governamental, outras áreas do hospital estão sendo construídas para atender via SUS, os pacientes com câncer.

Uma maneira que o hospital encontrou de homenagear estas pessoas que contribuem com esta causa é colocar nos pavilhões os nomes dos artistas.

UNIDADE DE JALES

A unidade de Jales do Hospital de Câncer de Barretos foi inaugurada em junho de 2010. O prédio foi construído a 250 km de Barretos com o objetivo de ampliar a prestação de serviço assistencial e facilitar o acesso ao tratamento para os pacientes que residem em locais mais próximos de Jales. Com uma equipe que conta com 35 médicos e mais de 300 colaboradores, a Unidade já realizou mais de 870 mil atendimentos, tendo atualmente uma média de mil atendimentos/dia, 100% via SUS.

Os pacientes originam-se de cerca 550 cidades distribuídas entre os estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal.

Mantendo os mesmos padrões de qualidade presentes na unidade de Barretos, o hospital possui atendimento ambulatorial, oncologia clínica, radioterapia, diagnóstico por imagem, centros cirúrgicos, endoscopia, colonoscopia e exames laboratoriais, além de contar com unidades de internação e um centro de terapia intensiva.

Atualmente, a unidade possui uma estrutura de cerca de 14.000 m² distribuídos em quatro pavilhões, sendo eles: “Grupo Petrópolis”, “Bruno & Marrone”, “Governador Geraldo Alckmin” e “Eunice e Zico Diniz”.

Hospital de Câncer de Barretos - Unidade  Jales

Hospital de Câncer de Barretos – Unidade Jales

DOAÇÕES

Ajudem o Hospital de Câncer de Barretos. Ajudar faz bem! 🙂
As doações podem ser feitas através do site oficial da instituição. Basta clicar  aqui e escolher a melhor forma para doar.

Recepção unidade de Jales

Recepção unidade de Jales

Prazer, meu nome é Bruna e tenho uma ‘doença’ chamada desemprego

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Sim, assumo completamente que estou sem um job há exatos três meses e adquiri uma “doença” chamada desemprego. Explicarei mais abaixo porque resolvi usar esse termo.

Vivo em uma cidade pequena, com uma população estimada em 48.700 habitantes, localizada bem no interiorzão do estado de São Paulo, praticamente na divisa com o Mato Grosso do Sul. Essa cidade tem nome: JALES.

Sempre fui uma pessoa que estudou desde pequena (com quatro aninhos eu já estava na escola) porque essa era a única forma de conquistar algo na vida. Sou de família humilde e minha mãe sempre batalhou para que eu pudesse concluir meus estudos.

Pois bem, fiz jardim de infância, ‘prézinho’, ensino fundamental e ensino médio tudo em escolas públicas. Estudei no extinto Cefam (Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério) público também, e ainda ganhávamos um “salário” porque estudávamos em tempo integral. Depois do Cefam fiz um ano de enfermagem em uma faculdade particular, mas com meia bolsa estudos pelo Prouni (Programa Universidade para Todos). Eu trabalhava em uma confecção de roupas das 7h às 18h (segunda à sexta) e ganhava R$200,00 por mês. Sim, quase escravo não? Mas era para pagar a outra metade da mensalidade da facul. Óbvio que minha mãe ajudava, pois eu não conseguiria. Não concluí a enfermagem por conta de problemas de saúde, tendo assim que pagar pelo tratamento. Bye bye faculdade.

Não desisti. Prestei o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) novamente e obtive uma nota alta, principalmente na redação. Foi então que decidi tentar uma bolsa de estudos para o curso de Comunicação Social/Jornalismo em uma faculdade particular de uma cidade perto da minha. Bingo! Consegui uma bolsa 100%. Me graduei em 2012.

Além disso fiz vários cursos paralelos e neste ano iniciei Gestão Empresarial na Fatec Jales (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo).

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A frustração da minha vida começou quando decidi trabalhar em minha área de formação, nada mais óbvio não? Aí que você se engana!

Jales é uma cidade muito estranha. Aqui você tem duas opções: se sujeitar a trabalhar na área e ganhar uma mixaria, que nem um estagiário de uma cidade maior se submeteria, ou ter o tão falado e famoso Q.I (Quem Indica). Sim!!! Aqui as coisas funcionam dessa forma.

Nem é tão importante você ter uma formação superior, mas se você for filhinho de papai, conhecido de fulano ou cicrano, benhêêê você está dentro! O emprego é seu!

Isso realmente me deixa muito chateada, pois estudei, me preparei, e nem ao menos consigo um emprego na cidade em que nasci. É desanimador você ver pessoas que não entendem coisa nenhuma da profissão, que não são formados ou não tem ao menos estudo, ocupando um lugar que por direito poderia ser seu. Claro, se as coisas fossem feitas da maneira que deveria ser.

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Muitos ainda me perguntam por que eu não vou embora de Jales e tentar algo em uma cidade maior. Tenho meus motivos, família! Os amigos mais chegados sabem do que estou falando. Não é nada fácil, a razão é muito forte.

Falando neles, os “amigos”, somente desempregado você descobre quem são seus verdadeiros. É incrível como os “amigos” desaparecem quando você está passando por um momento complicado. Enquanto você está trabalhando, ganhando seu dinheiro, tu serve para eles. Experimenta ficar sem emprego, a maioria some, somente os mais leais permanecem. Os verdadeiros posso contar nos dedos de uma mão e citar nomes , Fernanda, Vanessa, Cris e Paty.

Não sei qual é o real temor dos supostos amigos , será que estão com medo de ter que pagar minhas contas??? Hahahaha! Me poupe, nunca ninguém precisou pagar nada e não será agora.

Esse fato me deixa triste sim, porque vemos que nossa amizade não tem valor nenhum. Vale sim, quando você está bem, tem dinheiro e pode sair todos os dias por aí gastando com eles ou até para eles.

Estou doente, tenho desemprego, acho que é contagioso!

Tudo o que eu preciso (eu e muitos outros na mesma situação) é de somente uma oportunidade, para mostrar o quanto posso ser útil e o posso agregar. Mas não tenho “sobrenome” e nem sou filha de alguém “conhecido”, isso diminui 100% minhas chances de conseguir algo por aqui.

Não sou hipócrita em pensar que isso acontece apenas em minha cidade, mas como vivo aqui, sei o que se passa. Jales é realmente uma cidade muito estranha…

As 10 melhores cidades do mundo para viver 2014

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Um novo ranking elaborado pela unidade de Inteligência da The Economist mostra quais são as cidades no mundo com as melhores condições de vida. Os países Austrália e Canadá dominam: quatro cidades australianas e três canadenses no top 10. Não há nenhuma brasileira.

As cidades foram avaliadas levando em consideração 30 fatores qualitativos e quantitativos em cinco grandes categorias: estabilidade; saúde; cultura e meio ambiente; educação; e infra-estrutura.

As notas variam de 1 a 100, em que 1 é considerado intolerável e 100 o ideal.

Nota Descrição
80-100 Há poucos (ou nenhum) desafios para os padrões de vida
70-80 O dia-a-dia é bom em geral, mas alguns aspectos da vida podem acarretar problemas
60-70 Fatores negativos tem impacto na vida cotidiana
50-60 Qualidade de vida é limitada
50 ou menos A maioria dos aspectos da vida são severamente restringidos

1º mELBOURNE – AUSTRÁLIA

Nota geral = 97,5

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2º VIENA – ÁUSTRIA

Nota geral = 97,4

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3º VANCOUVER – CANADÁ

Nota geral = 97,3

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4º TORONTO – CANADÁ

Notal geral = 97,2

toronto


5º ADELAIDE – AUSTRÁLIA

Nota geral = 96,6

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6º CALGARY – CANADÁ

Notal geral = 96,6

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7º SIDNEY – AUSTRÁLIA

Nota geral = 96,1

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8º HELSINKI – FINLÂNDIA 

Nota geral = 96

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9º PERTH – AUSTRÁLIA 

Notal geral = 95,9

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10º AUCKLAND – NOVA ZELÂNDIA 

Notal geral = 95,7

Auckland city, Westhaven Marina and harbour view, Auckland, New Zealand

Global Metal: sete países, três continentes e uma só tribo

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Curiosa por natureza e amante da boa música (rock’n’roll e heavy metal) sempre fiquei imaginando como seria ser fã de metal em outros locais no mundo, especificamente em países com culturas totalmente diferentes da nossa.

E foi assistindo ao documentário “Global Metal” (2007) dirigido pelo canadense Sam Dunn (falei sobre Sam no post anterior) que pude compreender um pouco de como o heavy metal é visto e aceito em países que não tem tradição no estilo. O filme mostra que o metal tem uma história muito interessante e contém subgênereos musicais que são responsáveis pelo sucesso de algumas das melhores bandas do mundo. Mas não somente isso, existe toda uma comunidade de metalheads pelo mundo que transpõe um estilo musical que une pessoas de pilares completamente diferentes.

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Após o sucesso de seu primeiro documentário: Metal: A Headbanger’s Journey (2005) (descrito no post anterior), Sam recebeu muitas mensagens de fãs de todas as partes do globo e descobriu que ‘existe’ Heavy Metal em locais onde nem imaginava. Ele visita sete países que não são tão conhecidos por sua devoção ao metal: o Brasil, Japão, China, Índia, Israel, Indonésia e Emirados Árabes.

Entrevistando fãs e bandas locais, Sam percebeu que diferentemente de muitos tipos de música, o metal criou uma identidade mundial para pessoas que desejam um som mais pesado, mais sincero e, muitas vezes, mais polêmico.

E por onde começa a jornada do canadense?Sim, pelo Brasil, que entre os países digamos, exóticos, visitados por ele, é o mais bem representado no cenário do metal internacional. Devemos isso ao Sepultura. Inclusive, Sam mostrou que uma de suas bandas preferidas, além do Iron Maiden, é a nossa brazilian Sepultura.

Brasil

Em terras tupiniquins o documentarista e sua equipe conversam com Carlos Lops, vocalista da Dorsal Atlântica, que explica que o processo de “metalização” do Brasil ganhou força no país no final da ditadura, em 1985, quando o acesso a instrumentos e músicas internacionais foi facilitado. Em suma, é que a democracia brasileira chegou junto com heavy metal. O primeiro Rock in Rio, em 1985, reuniu mais de um milhão de pessoas que nenhum fã de sertanejo sabia que existia. O evento foi mais do que um amontoado de fãs…foi a liberdade de expressão de uma minoria.

A equipe de Sam esteve no Rio de Janeiro e São Paulo e conversaram também com Rafael Bittencourt (Angra), Toninho (fã-clube do Sepultura), Eric de Haas (Dynamo Pro). Completam o capítulo brasileiro entrevistas com Max Cavalera, Adrian Smith e Dave Murray (Iron Maiden).

Sam e Max Cavalera

Sam e Max Cavalera

Japão

Do solo brasileiro, a equipe partiu para o Japão, com intuito de mostrar o heavy metal no outro lado do mundo.Tom Araya, Lars Ulrich (Metallica) e Kerry King (Slayer), contam suas experiências na terra do sol nascente. Contudo, é Marty Friedman (ex-Megadeth) quem se destaca mostrando as peculiaridades do metal nipônico, já que ele se tornou uma estrela no Japão.

Índia

Próxima parada: Índia. A cena do metal por lá é muito principiante. Até o período de filmagens de Global Metal, nenhuma grande banda havia tocado lá (no final do filme, no entanto, a equipe registra o primeiro show do Iron Maiden no país). Senti que os indianos enxergam no heavy metal algo parecido com o que os brasileiros pareciam sentir no período pós ditadura: não somos obrigados a gostar de tudo que está na TV e fazer exatamente o que a sociedade quer que façamos.

China

Apesar da China ter começado a se abrir na década de 90 para a cultura ocidental, ainda é bem fechado para o que vem de fora. Porém a questão é: como o heavy metal chegou ali? É muito interessante entender a inserção do metal em uma sociedade tão restrita, mas que não conseguiu se manter fechada a ponto de evitar que a música ocidental transpassasse suas barreiras.

Indonésia

Para tudo! Vivendo, aprendendo e a Indonésia te surpreendendo! Confesso que fiquei surpresa com o pequeno país no sudeste asiático onde as coisas são mais abertas. Com a maior população muçulmana do mundo, uma história ditatorial forte e ainda assim, ao contrário da Índia e da China, já recebeu algumas das maiores bandas de metal. Em 1992 o Sepultura esteve por lá e o Metallica no ano seguinte. Contudo uma grande confusão com vários feridos durante o show da banda de James Hetfield na primeira metade da década de 90 0fez com que os shows de Heavy Metal fossem proibidos no país.

Indonésia: metaleiro na sinagoga usando camiseta de banda

Indonésia: metaleiro na sinagoga usando camiseta de banda

Uma das frases que marcou foi inclusive a do jovem indonésio na foto acima, quando questionado sobre religião. Eis o que ele disse: “Metal é para sempre, para toda vida. Faça amigos, ouça a música, sinta a vibração, é só pela vida, mas religião é minha relação particular com Deus”.

Israel

Lá os metalheads não lidam tanto com o ódio por parte do governo, mas sim com o ódio que outros sentem deles. O heavy metal tornou-se uma escapatória, uma forma de ensinar a galerinha nova sobre os horrores do holocausto incorporando sua própria história controversa no estilo musical.

Emirados Árabes

Essa foi uma das passagens do documentário que mais me surpreendeu. A última parada do documentarista e sua equipe foi em Dubai, onde aproveitaram a realização do “Desert Rock Festival”, para conversar com metalheads de outros países, como no caso, o Irã. Sam conhece metaleiros iranianos, que lhe relatam a repressão sofrida por parte da polícia da região, que proíbe a música, as camisetas de bandas, os cabelos compridos e qualquer coisa relacionada com o metal, pois acreditam ter ligação com satanismo. Mas em países como o Irã, a entrada da cultura ocidental não existe.

Dubai, Emirados Árabes: país tem uma grande para a cultura ocidental

Dubai, Emirados Árabes: país tem uma grande abertura para a cultura ocidental

Perto da coibição sofrida pelos iranianos, que chegaram a ser presos, agredidos e até forçados a cortarem seus cabelos, chega a parecer bobagem o que os fãs do gênero enfrentam por causa do preconceito aqui no ocidente.

É extremamente interessante como cada sociedade insere no metal uma parte de sua história. No Japão, por exemplo, as pinturas no rosto, como as dos integrantes do Kiss, lembram muito o teatro kabuki, da cultura nipônica. Na china, o cabelo comprido dos metaleiros é associado aos guerreiros. É como se cada cultura traduzisse para si o que espera e quer que o metal signifique.

É óbvio que há Heavy Metal em lugares que sequer foram mencionados, como países do continente africano, assim como existe muito mais bandas em cada país visitado do que as mostradas no documentário. Temos que levar em conta que nenhum filme conseguirá mostrar em sua totalidade tudo o que o tema representa. Mas se eu fosse você não deixaria de conferir essa joia de documentário.

Inteligente, conciso e sim, emocionante. Não somente fãs de heavy metal devem assistir Global Metal, mas, principalmente, todos aqueles que criticam, julgam, sem ao menos ter o mínimo de conhecimento do que esse estilo musical significa.

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Pitaco da blogueira: Realmente cheguei à conclusão de que o heavy metal está presente no mundo inteiro, é conhecido em cada cantinho desse planeta. Onde quer que você vá, sempre vai ter alguém vestindo uma camiseta do Iron Maiden.
Seria a Donzela de Ferro a banda mais conhecida e com  mais fanáticos nesse mundão? rsrs

Confira abaixo o trailer de Global Metal:

Ah o heavy metal…

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O Heavy Metal…ah o heavy metal, aquele gosto musical compreendido por muitos como apenas um som barulhento e apreciado somente por jovens insanos. Um gênero conhecido pelo comportamento fanático de seus adoradores, que enlouquece milhões de pessoas pelo mundo afora, gosto musical que foi marginalizado por muito tempo, censurado, condenado, uma música ouvida por uma minoria.

Geralmente, vemos matérias estereotipadas e feitas para o público comum quando pegamos um jornal ou revista de grande circulação.
Ainda há uma visão banal mantida viva por grande parte da mídia e muitas lendas ao redor. Foi pensando nisso que o canadense Sam Dunn produziu e dirigiu o documentário “Metal: A Headbanger’s Journey”, lançado em 2005.

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Sam é um apaixonado por heavy metal desde seus 12 anos de idade, citando como sua banda favorita Iron Maiden e Sepultura (sim, os brazilians). Ele cursou antropologia simplesmente pela intenção de estudar o comportamento social e aos 31 anos, após pesquisar sobre outras tribos, decidiu voltar para aquela que mais se identifica: o Heavy Metal e suas diversas vertentes.

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O canadense mergulha em uma jornada com a finalidade de descobrir o que faz com que esse gênero musical seja capaz de enlouquecer e fascinar um número tão grande de pessoas, bem como influenciar tanto em seu comportamento.
Sam viaja pelos States e por países europeus, passando pelo festival “Wacken Open Air”, no interior da Alemanha, com o objetivo de buscar as raízes, entender o comportamento dos headbangers.

Ele consegue fazer um excelente documentário sem perda de tempo, do tipo classificar uma banda como boa ou não ou mostrar suas opiniões e gostos. São expostos depoimentos de sociólogos, produtores, fãs e nomes importantes da música como Tony Iommi (Black Sabbath), Lemmy Kilmister (Motörhead), Slipknot, Alice Cooper, Bruce Dickinson (Iron Maiden), Rob Zombie, Ronnie James Dio e Dee Snider (Twisted Sister).

O documentário foi muito bem estruturado, partindo do “nascimento do estilo” (discussão sem fim, mas enfatizando o Black Sabbath e seus riffs “encapetados” rs ). Foi divido por assuntos que traçam a árvore genealógica do Metal e aborda questões de cultura, sexualidade, violência e do satanismo no gênero. E foi assim, pelas palavras do nosso saudoso Ronnie James Dio descobri a história por trás do famoso chifrinho \,,/, que o próprio dizia ter inventado. Seria herança de sua avó (que o fazia para espantar o mau-olhado).

Vale ressaltar também outros pontos altos do documentário, como a cultura e o black metal na Noruega (lembrando os fatos que ocorreram no início da década de 90), a censura que o Twisted Sister enfrentou por conta de sua música, as declarações de Tom Araya (Slayer) sobre religião, e até a moda do glam/rock, onde foi abordada a questão sexual. Lá estavam os caras fazendo show com calças apertadíssimas, roupas bem reveladoras e toda uma atitude sensual para um público 90% composto por homens. Mas se sentiam fortes, vigorosos, passando essa impressão para tal público também.

Falando sobre sexualidade, quem imaginava que Rob Halford do Judas Priest era homossexual, mesmo usando aquelas roupas duvidosas? Ninguém né? E quanto ao Gaahl (ex-Gorgoroth)? Não né? Pelo menos eu nunca imaginei que ele poderia ser gay. rs

Ronnie James Dio (R.I.P) e o lendário

Ronnie James Dio (R.I.P) e o lendário “chifrinho”

Enfim, são muitas coisas para escrever, ficaria aqui até amanhã só descrevendo, mas espero que quem ainda não assistiu possa fazê-lo. O documentário é imprescindível para qualquer fã do Metal. Eu particularmente pareço como uma criança feliz quando assisto esses tipos de filmes/documentários. Sim, me divirto, me emociono, é tudo muito lindo de se ver.
Confesso que uma lágrima rolou nos minutos finais da gravação, quando imagens feitas do Sam em pleno o Wacken Open Air foram concluídas com as seguintes palavras:

“Aqui estamos, 35 anos após o Sabbath tocar pela primeira vez a nota diabólica, e a cultura do metal continua florescendo. Uma nova geração de fãs apareceu, e a velha guarda está ainda mais forte. Mas fiz essa jornada para responder uma questão: Por que o Heavy Metal têm sido constantemente estereotipado, repudiado e condenado? O que ficou claro é que o metal enfrenta que preferimos ignorar, celebra o que frequentemente negamos e delicia-se com aquilo que mais tememos. E é por isso que o metal sempre será uma cultura de excluídos.
Desde os meus 12 anos tenho de defender meu amor pelo heavy metal contra aqueles que dizem ser uma forma menos valiosa de música. Minha resposta é que você sente ou não. Se o metal não lhe dá aquela incrível sensação de poder e não faz com que seu cabelo fique de pé, talvez nunca o compreenda. E quer saber mais? Tá tudo bem! Porque, a julgar pelos 40.000 “metaleiros” ao meu redor, estamos muito bem sem você.”

Confiram o trailer do documentário:

Quando um “famoso” morre

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A inesperada morte do cantor Cristiano Araújo, na quarta-feira, 24 de junho, comoveu fãs e famosos nas redes sociais. A tragédia que vitimou fatalmente o sertanejo de 29 anos e sua namorada, Allana Moraes Coelho, de 19, causou repercussão na internet nos perfis de diversos artistas. O assunto se tornou o mais comentado nos Trending Topics nacional do Twitter.
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O ACIDENTE
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o sertanejo voltava de um show em Itumbiara (GO), por volta das 3:30h, quando o veículo em que ele estava, um Range Rover, saiu da pista e capotou. Além de Cristiano, também morreu a namorada dele.
Ainda ficaram feridos o motorista Ronaldo Miranda e um dos empresários do sertanejo, Vitor Leonardo.
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A COMOÇÃO DO ÚLTIMO ADEUS
A morte é sempre um momento muito difícil na vida de qualquer pessoa, isso é indiscutível. Mas quando envolve alguém um pouco conhecido, a comoção ganha grandes proporções, principalmente se é uma morte repentina e desacompanhada de um histórico de doença.
Apesar de não gostar do tipo de música que Cristiano Araújo cantava, fiquei um pouco pensativa por conta das duas mortes acontecerem tão cedo. Não gosto do som sertanejo, mas respeito o ser humano, e o que tenho visto por aí foram algumas brincadeiras de mau gosto em torno dessa fatalidade. Sem contar no compartilhamento excessivo de vídeos filmados no momento do resgate do sertanejo. Totalmente desnecessário! Unfollow em todos!
Mas o que não podemos esquecer é que dezenas de pessoas morrem todos os dias no Brasil por essas estradas afora e nada é feito. Muitos não são divulgados, ninguém fica sabendo, as causas principalmente, que na maioria das vezes incluem as péssimas condições das rodovias de nosso país.
Emissoras de TV interromperam suas programações para repetir por diversas vezes informações sobre o acidente, mas suspender a programação diária falar da violência escancarada que sofremos todos os dias por conta da corrupção no Brasil, ah isso não, não pode! Ficou chato, cansativo!

Eu  soube quem era Cristiano Araújo há pouco mais de um ano, quando fiquei sabendo que ele faria show em minha cidade. Sou do interior de SP, mas não conheço esses tipos de cantores, porque não gosto do estilo musical. Nem todo mundo é obrigado a conhecer, não é? Mas quando você emite sua opinião, ou até mesmo um comentário falando que nem sabia de quem se tratava, pedras são atiradas contra você. Fui massacrada quando disse que não conhecia uma música dele, lembro apenas duas palavras de um refrão. Falta respeito e bom senso com a opinião alheia.
São esses tipos de coisas que me faz pensar…pensar e pensar sobre o que realmente importa. Só queria e precisava desabafar mesmo!
Do mais, muita paz e luz para o cantor sertanejo e sua namorada.

Essa charge condiz com o que senti após ser criticada ao dizer que não conhecia uma música dele. Pensei que eu estava com alguma problema e precisava procurar ajuda (brinks!)

Essa charge condiz com o que senti após ser criticada ao dizer que não conhecia uma música de Cristiano Araújo. Pensei que eu estava com algum problema e precisava procurar ajuda (brinks!)

A incrível geração das pessoas que se sabotam emocionalmente

Já vi esse texto em vários sites por aí. Me identifiquei e aposto que muitos vão se identificar também

Aí você conhece uma pessoa que parece incrível. Vocês conversam sobre tudo, fazem todos os passeios imagináveis, viram madrugadas em confissões e gargalhadas e têm uma química nunca antes vista na história da humanidade. Tudo parece perfeito, até que aquela pessoa começa a sumir, deixando você sem entender o que aconteceu. Você tenta respeitar o espaço, deixa a pessoa respirar, até que um dia, por não entender o que teria acontecido de errado, você chega com a pessoa e pergunta o que houve. E aí ela diz que não tem como continuar porque não quer se envolver.

Você acha aquilo estranho: afinal, se não queria se envolver, então por que dizia que era uma sorte grande ter te encontrado? Se não queria se apegar, então por que dava bom dia todo santo dia? E por que se preocupava em ser uma pessoa tão carinhosa mesmo tanto tempo depois de as primeiras transas terem acontecido? Nada disso faz sentido, não é mesmo?

Você fica sem entender o que aconteceu, vai investigando, até que a pessoa diz ou que teve um/uma ex que deixou traumas ou que gosta muito de um outro alguém, mas esse alguém não sente o mesmo por ela.

Nessa hora, você pode se sentir como se não fosse uma pessoa boa o suficiente para fazer com que esse alguém que você gosta deixe para trás os traumas e o passado.  Você pode sentir um forte sentimento de rejeição, capaz de abalar até a mais inabalável das seguranças. Mas de uma coisa você precisa ter a mais absoluta certeza: tudo isso não é problema seu. Você não tem culpa se a pessoa que você gosta é uma das milhares de pessoas que se sabotam.

Se o outro prefere ficar se sabotando, é problema dele. Se ele não quer se permitir viver uma experiência que seria completamente diferente de tudo o que ele já viveu antes, é problema dele. Você não tem nenhuma culpa ou responsabilidade pelas escolhas das outras pessoas, independentemente de quais sejam elas.

Infelizmente, vivemos em uma geração de pessoas covardes, que se envolvem, mas depois ficam afastando os envolvimentos porque preferem ficar se escondendo atrás dos seus traumas. Eu já fiz isso, você também já deve ter feito. E sabe por que tanta gente faz isso? Porque é mais fácil ficar em uma zona de conforto de auto-piedade, reclamando que os traumas deixaram marcas ou dizendo “Ninguém me ama, ninguém me quer”. Mas tudo isso não é problema seu, amig@: é problema da pessoa. É problema dela se ela só se permite se apegar a sentimentos tão pequenos de mágoa, rancor, egoísmo e pena de si mesma.

Todos nós somos imperfeitos, mas nem as suas piores imperfeições justificam que alguém faça isso com você: se envolva, te trate como se fosse ser algo para valer e depois decida ir embora sem dar explicações. Mas, se essa pessoa quer sair da sua vida, deixe que ela vá embora. Você não merece alguém tão covarde.