Saudade

 

Um grande poeta, de caráter feito de doçuras sentimentais, com impressionante poder de despertar em cada um de nós as belezas dos sonhos, os encantos da vida, a maravilha dos dias infantis, a poesia que mora dentro e fora de cada um de nós, digamos logo: o poeta Casemiro de Abreu, entre os seus numerosos poemas, tem um dedicado a esse indescritível e indefinível sentimento: a Saudade. Desde os bancos escolares primeiros, Saudade é aprendido, decorado, recitado pelos alunos graças à compreensão dos mestres que também amam, adoram e transmitem o poema, pois ele tem o condão de impressionar as pessoas em qualquer idade e com qualquer grau de instrução.

Transcrevo aqui apenas alguns versos da poesia, pois sei que todos os leitores guardam-na de cor por inteiro na memória e no coração. São os versos iniciais: “Oh! que saudades eu tenho / da aurora da minha vida / da minha infância querida / que os anos não trazem mais. // Que amor, que sonhos, que flores / naquelas tardes fagueiras, / à sombra das bananeiras, / debaixo dos laranjais”. O poema é imenso em seu significado figurativo, uma vez que ele envolve um período da vida em que tudo é alegria, é expectativa, é anseio, é busca, é mistério, como aliás devemos considerar a infância. saudade

Saudade, como vocábulo, só existe no idioma português e o de outras nações não encontraram até agora palavra semelhante para definir esse profundo sentimento, que tem um lugarzinho especial dentro da alma do povo brasileiro, no seio da qual ele guarda as belezas de um significado inexplicável, mas sumamente humano, encarnado com a própria personalidade de cada um. O poema do Casimiro de Abreu nada mais fez do que tentar colocar o termo dentro da gaiola dourada da poesia. E tão bem o fez, tão feliz foi em seu intento, que o “oh! que saudades eu tenho” acabou semeado perenemente e florindo como roseira de um jardim sublime, de continuo, na alma do povo. Apesar dos anos se sucederem sem fim, apesar de as formas de literatura e poesia mudarem muito entre nós, e entre outros povos, o maravilhoso encanto daquela poesia continua vivo, continua perfumando os sentimentos da popularidade cultural, povoando corações sonhadores e saudosos de seus tempos de infância.

Saudade! Quem nunca foi vítima dessa maravilhosa, mas brasileiramente única maneira de recordar, de relembrar, de sentir, de reviver, de chorar, de sorrir, de querer, de não querer, de fugir e de procurar, tudo ao mesmo tempo, tudo bem dentro de nós, num desejo de reviver aqueles atos e fatos tão profundamente calados e colados no âmago de nossa personalidade, e que vêem, mesmo decorridas dezenas de anos, à tona de nossas recordações , como flor cujas raízes tristonhamente alegres adentram a profundidade do mar da vida, mas está sempre aberta aos raios do sol da existência como se o tempo recuasse para nos presentear com a graça da presença do ontem, deliciosamente feliz, ou deliciosamente triste.

Saudade! Dou um doce a vocês, leitores deste blog, se me provarem que nunca tiveram saudade. Que essa maravilhosa personagem da alma nunca os visitaram, nunca trouxe braçadas de recordações, nunca sentou ao seu lado, por minutos, horas, dias, anos, desfilando numa confidência recordativa, onde havia lágrimas alegres, ou alegrias lacrimosas, um pouco ou um muito do passado, de acontecimentos idos e vividos absorvidos pelo tempo, de lembranças que a vida jamais apaga e a memória jamais esquece.

A saudade é um arquivo sentimental interminável. Por isso quando ela resolve nos visitar haja tempo e coragem para ouvir mais uma vez as historias já relidas, para envolver-se como se fosse a realidade de hoje, aquilo que não mais é, nem será nunca, porque a Saudade é apenas sonhos que se apagam ao chegar das lágrimas.

Anúncios

Pacto de amigos

A imagem seria cômica se não contasse uma triste história. As fotos mostram um soldado escocês usando roupas de mulher no enterro de um amigo.

Barry_Delaney_vestido_05

Dois amigos de infância  tinham um pacto que só verdadeiros amigos manteriam e ademais entenderiam: se um deles morresse, o outro usaria um vestido em seu funeral. Quis o destino que Kevin Elliott fosse recrutado pelo Exército Britânico para lutar no Afeganistão onde morreu em combate. Barry Delaney contou à família do trato e foi ao enterro do amigo conforme tinham combinado. Mais uma história triste ligada a maldita guerra.

Barry_Delaney_vestido_01

Barry_Delaney_vestido_02

Barry_Delaney_vestido_03

Brasileiro é o que mais trabalha no mundo para pagar impostos

Relatório divulgado pelo Bird diz que o empresário trabalha 2.600 horas por ano para pagar o fisco. 0002

O empresário brasileiro trabalha 2.600 horas a cada ano para acertar suas contas com o fisco. Segundo o relatório “Doing Business – 2010”, divulgado pelo Bird (Banco Mundial), trata-se do maior patamar verificado em um conjunto de 183 países.

Na lista de economias onde o empreendedor precisa trabalhar mais tempo para pagar os impostos figuram ainda as de Camarões, com 1.400 horas, Bolívia (1.080 horas) e Vietnã (1.050 horas). No sentido oposto, o empresário precisa trabalhar apenas 12 horas para quitar as dívidas com o fisco nos Emirados Árabes e 63 horas na Suíça. Na comparação regional, o Brasil também vai mal: a média dos países da América Latina é de 563,1 horas.

Brasil cai para 129ª posição em ranking de negócios

O Brasil caiu duas posições no ranking Fazendo Negócios 2010 (Doing Business 2010) e ocupa agora a 129ª posição na lista de 183 países, segundo divulgou nesta última terça-feira o Banco Mundial. 001

O relatório avalia a facilidade de se fazer negócios em cada país, levando em consideração as regulamentações que se aplicam a uma empresa durante seu ciclo de vida, incluindo abertura, comércio (inclusive exterior), contratação de funcionários, compra e construção da sede, pagamento de impostos e fechamento da firma, entre outros fatores.

Os primeiros colocados da lista são, respectivamente, Cingapura, Nova Zelândia, Hong Kong, China e Estados Unidos. Na América do Sul, o Brasil ficou atrás da Colômbia, Chile, Peru, Uruguai, Paraguai e Argentina.

O Brasil se destaca também por ser o país onde mais se gasta tempo para o pagamento de impostos entre os 181 avaliados. Ao todo, são necessárias 2.600 horas por ano para que uma empresa média recolha as informações, calcule, prepare os documentos e pague seus impostos.

Em comparação, na América Latina o tempo médio gasto no processo é de 385,2 horas, e nos países da OCDE, de 194,1 horas. O segundo país onde mais se gasta tempo para pagar impostos é a República dos Camarões, onde são necessárias 1.400 horas por ano.

Na Suíça gasta-se 63 horas por ano, e nos Emirados Árabes Unidos são necessárias apenas 12 horas.

No Brasil, 69,2% dos lucros são usados para pagar impostos, em comparação com 48,3% na América Latina e Caribe e 44,5% nos países da OCDE.

Segundo o Banco Mundial, o Brasil realizou reformas que facilitam a abertura de uma empresa, ao retirar a exigência de passar por inspeção e obter licença da brigada de bombeiros.

No Brasil, no entanto, ainda são necessários 16 procedimentos para a abertura de uma empresa, em comparação com 9,5 procedimentos, em média, na América Latina e Caribe, e 5,7 na OCDE.

O Brasil também apresenta mais dificuldades na hora de contratar funcionários (78, em uma escala de 0 a 100), em comparação com 34,4 na América Latina e Caribe e 26,5 na OCDE.

No quesito exportação, os empresários brasileiros precisam preencher mais documentos (oito, em comparação com 6,8 na América Latina e Caribe e 4,3 nos países da OCDE), mas o processo demora apenas 12 dias, em comparação com 18,6 na América Latina e Caribe. O custo também é mais alto.

“Onde a regulamentação é pesada e a competitividade é limitada, o sucesso tende a depender mais de quem você conhece, do que das coisas que você precisa fazer. Mas onde a regulamentação é transparente, eficiente e implementada de maneira simples, se torna mais fácil para aspirantes a empresários, independentemente de suas conexões, operar dentro da lei e se beneficiar das oportunidades e proteções que a lei oferece.” afirma o relatório.

O relatório, no entanto, não mede todos os aspectos do ambiente empresarial de importância para as empresas e os investidores, como a segurança, a estabilidade macroeconômica, a corrupção, nível de aptidões ou a solidez dos sistemas financeiros.

As viúvas na Índia

Hoje vou fazer esse post,em especial,pela recomendação da Mari.

casadasviuvas1

“Quase tudo que fazemos parece insignificante, mas é muito importante que façamos. Você precisa ser a mudança que você deseja ver no mundo.” Mahatma Gandhi.

Ontem fui assistir ao filme Water, o último da trilogia política da cineasta Deepa Mehta (os outros são Fire e Earth), sobre a vida das viúvas na india. Fiquei chocada. Já tinha ouvido falar na situação dessas mulheres, mas ainda assim, o filme é uma saculejada na gente e bota nossos problemas cotidianos na sua exata dimensão.

Pesquisando, hoje, sobre o tema, pra escrever esse post, descobri que ontem estava sendo celebrado o “Dia Internacional das Viúvas”, instituído pelas Nações Unidas, justamente para lembrar ao mundo as crueldades cometidas contra essas mulheres (não apenas indianas, mas de muitos outros países), cujo único crime cometido foi se tornar viúva, como se pudessem se responsabilizar pela vida de seus companheiros.

“Water” não é um filme revolucionário em sua linguagem, mas é uma história muito bem contada e extremamente comovente. Ao acabar, precisei de uns bons minutos sentadinha no escuro do cinema, pra me recompor e tentar dissipar aquele nó na garganta. water_india

Apesar de ser uma obra de ficção, que se passa há quase 70 anos, infelizmente, essa ainda é a realidade de muitas mulheres na India. E isso é o que é mais doloroso.

O filme se passa em 1938, na India Colonial, onde os poderosos (britânicos e indianos) vêem a ascenção de Mahatma Gandhi, com suas idéias de liberdade e de mudança das tradições arcaicas às quais os indianos ainda se agarravam. As viúvas já não eram forçadas a queimar numa fogueira, com a morte do marido, mas ainda tinham que pagar, vivendo em total ostracismo e miséria, por toda vida.

Tudo começa com a morte do marido de Chuyia, uma menininha esperta de oito anos de idade, que nem entende que é casada.

Ao se tornar “viúva”, Chuyia tem suas pulseiras quebradas, seu cabelo raspado, perde todas suas roupas e é vestida com um sari branco, que será sua única veste, para diferenciá-la, afinal, ela agora é uma pária, “impura” e não pode ter contato com outras mulheres e crianças.

Os pais deixam Chuyia numa casa de viúvas hindu, onde deve viver o resto dos seus dias em penitência.

Em 1938, e ainda hoje, em muitas lugares da India, a viúva é vista como um peso e como uma mulher sexualmente perigosa. A família do noivo quer vê-la distante, para poder tomar as propriedades do seu marido, e não tem interesse em assumir a responsabilidade de sustentá-la. Sua própria família, após o seu casamento, sente-se livre de qualquer responsabilidade em relação a ela.

Por todo preconceito e superstições que cercam uma mulher viúva, ela também não consegue trabalho para se sustentar e acaba tendo mesmo que viver nessas Casas de Viúvas (prédios centéntários, caindo aos pedaços), por toda vida. Para se “purificar”, precisa abandonar qualquer vínculo com prazer e viver em sofrimento. Dorme no chão, repete canções e orações seis horas por dia, e não pode, sequer, comer frituras, consideradas alimentos “quentes”. Estima-se que existam 20 mil viúvas, mendigando, apenas à beira do rio Ganges.

casadasviuvas2Aos poucos, vamos conhecendo as mulheres com quem Chuyia deverá conviver. A velhinha (foto)que está na casa desde os sete anos e cujo único sonho é comer, novamente, os docinhos que provou na sua festa de casamento (o marido morreu um mês depois). Shakuntala, a mulher de meia idade, esperta, inteligente e que sofre ao perceber que está envelhecendo e está sempre dividida entre a revolta pela sua situação e o medo por não se comportar como deveria.

Tem a poderosa Didi, que comanda a casa e tem regalias que as outras não têm, e a belíssima Kalyani. Aos 17 anos de idade (está lá desde os oito), ela é a única mulher que tem a permissão para usar cabelos longos e que, sustenta o “luxo” de Didi e a Casa de Viúvas, sendo levada de barco, no escuro da noite, pelo eunuco gulabi, para prostituição.

A chegada de Chuyia, o aparecimento de um lindíssimo indiano nacionalista, o amor de Kalyani, a revolta de Shakuntala e a ascenção de Ghandi, mexem com a Casa de Viúvas… mas não existem milagres. O resto, só vendo o filme…

A realidade atual

widows_india2

Segundo o censo de 1991, 8% de todas as mulheres da India são viúvas, o que significa cerca de 34 milhões de pessoas. Como o costume é o casamento das meninas muito novinhas, 50% das viúvas têm menos de 50 anos de idade.

No grupo acima de 60 anos, 64% das mulheres são viúvas, enquanto que apenas 6% dos homens são viúvos. Essa diferença brutal de gênero existe por causa da alta incidência de viúvos que se casam novamente, enquanto que um novo casamento, na prática, continua sendo uma opção bastante improvável para as mulheres.

Apesar dos números, sabe-se pouco sobre a vida dessas mulheres, na India. A marginalização as torna invisíveis. O que sabemos é que elas vivem em completa pobreza, desemprego, sem acesso aos meios de produção, sem educação formal e sofrendo por superstições que ainda estão bastante arraigadas na cultura indiana.

Já em 1956, um ato hindu estabeleceu que as viúvas devem ser consideradas iguais a todas as mulheres, mas a tradição fala mais alto.

Por causa de todas privações que passam, as viúvas têm um índice de mortalidade 85% maior que as mulheres casadas. Apesar das péssimas condições dessas Casas de Viúvas, muitas preferem viver nelas do que ficar com a família do ex-marido, sendo constantemente abusadas sexual e fisicamente.

widows_india3

As Casas de Viúvas são empreendimentos mercenários, existem denúncias de que, apesar das mulheres viverem em completa miséria, os administradores fazem muito dinheiro, pedindo ajuda financeira e vendendo serviços sexuais das jovens viúvas.

“Sem um homem ao seu lado, uma mulher não tem respeito na sociedade indiana. Isso é parte da cultura patriarcal”, afirma uma militante do movimento de mulheres.

Parece incrível, mas isso tudo continua acontecendo hoje. Será que a gente não tem mesmo nada a ver com isso? Quando eu fui pra India, escrevi sobre a situação da mulher por lá (vejam ai abaixo), falando sobre as mulheres queimadas por causa dos dotes, e uma criatura me criticou porque eu devia me preocupar com as mulheres do Brasil.

Não consigo estabelecer fronteiras para a humanidade. Me preocupo do mesmo jeito com minhas amigas que vivem em favelas, no Brasil as viúvas indianas e as mulheres com AIDS na Africa. Somos todas irmãs.

O que é que a gente pode fazer? falar no assunto, procurar saber o que fazem os grupos de mulheres. Se você faz doação, considerar doar para grupos que trabalham com essas mulheres. No mais, pelo menos se sensibilizar, acho que é um bom começo.

E o nó na garganta, continua aqui… isso é o que acontece quando a gente vê um filme que faz pensar…

Bom, esse texto foi feito pela Denise  http://sindromedeestocolmo.com/ (ótimos textos),vale uma visita,  indicação da Mari e fiquei realmente chocada com o que acontecia com as viúvas na India nos anos 30.

É triste que onde moro nem cinema existe,então perco a oportunidade de ver muitos filmes,mas “Water” (As margens do Rio Sagrado) vale a pena assistir, já estou providenciando aqui.

09/09/09 – Casamentos e superstições

A combinação numérica única representada pela data desta quarta-feira, 9 de setembro de 2009, está provocando uma onda de casamentos em várias partes do mundo.

Em Kuala Lumpur, na Malásia, uma cerimônia única reuniu 560 pares de noivos na manhã desta quarta-feira.

Na China, onde o número “9” simboliza a sorte, milhares de casais são esperados ao longo do dia nos cartórios do país, cerca de 10 mil deles apenas em Pequim, segundo o jornal China Daily.

china

“Destacamos funcionários extras para assegurar um trabalho tranquilo nos locais de registro”, disse ao jornal Zhou Jixiang, diretor da divisão de casamentos do Bureau de Assuntos Civis de Xangai.

Zhou disse que ainda não é possível garantir que o número de casamentos realizados nesta quarta-feira vá superar o do dia 8 de agosto de 2008, que além de combinar o algarismo “8”, marcou o início dos Jogos Olímpicos de Pequim. Na ocasião, um total de 20,6 mil casais formalizaram sua união nas principais cidades do país.

Em Las Vegas, nos Estados Unidos, conhecida por permitir casamentos-relâmpago, as autoridades também esperam um grande movimento nas capelas.

No Japão, por outro lado, a palavra soa como “agonia” ou “tortura”, e em termos de impopularidade só perde para o quatro, que soa como “morte”.

 Alguns hospitais japoneses não têm quartos ou andares com esses números, e a companhia aérea All Nippon Airways omite as fileiras 4, 9 e 13 dos seus aviões, segundo sites de viagem.

Com números mais modestos, a cidade de Gretna, na Escócia, espera pelo menos 47 casais que se registraram para se casar nesta quarta-feira.

Como a lei escocesa permite o casamento de menores de 21 anos sem a autorização dos pais, a cidade, que fica perto da fronteira com a Inglaterra, é um destino popular entre jovens casais britânicos.

Em 8 de agosto de 2008, foram realizados 69 casamentos em Gretna. Em 7 de julho de 2007, o total chegou a 78.

Esta quarta-feira também deve marcar a união de casais em que pelo menos um dos parceiros trabalha nos serviços de emergência da Grã-Bretanha, acionados pelo número de telefone “999”.

Em entrevista ao jornal Daily Mail, o casal de policiais Jacqueline Felton e Michael Aldrer contou que adiou o casamento marcado para o ano passado ao se dar conta de que esta quarta-feira seria “uma oportunidade única” de tornar a data ainda mais especial.

Ansiedade

Em algum momento da vida, 20% das mulheres e 8% dos homens apresentarão distúrbios de ansiedade. Na maioria dos casos, as crises persistirão por seis meses ou mais.

A expressão distúrbio de ansiedade compreende várias condições clínicas que evoluem de forma diferente e exigem tratamento específico. Entre elas, destacam-se: síndrome do pânico, ansiedade generalizada, estresse pós-traumático, estresse agudo, fobias específicas, fobias sociais e distúrbio obsessivo-compulsivo. W. Levinson e C. Engel elaboraram os quadros abaixo para orientar médicos clínicos no diagnóstico de cada um desses distúrbios. Veja se você se enquadra em alguma dessas situações:

 

Ansiedade generalizada:

• Você se descreve como uma pessoa nervosa?

• Anda o tempo todo preocupado?

• Vive tenso ou tem muita dificuldade para relaxar?

ansiedade

 

Distúrbio de pânico:

• Já teve ataque súbito de taquicardia ou de medo intenso, paralisante?

• Já sentiu crises de forte ansiedade ou nervosismo insuportável que podem chegar ao medo de ficar louco ou à sensação de morte iminente? Algum acontecimento parece disparar essas crises?

 

Agorafobia:

• Você já faltou a atividades importantes por medo de permanecer em espaços abertos?

 

Fobia social:

• Você se inclui entre as pessoas que têm medo exagerado de serem observadas ou avaliadas por outras e fazem o que podem para não comer, falar ou escrever na frente dos outros temendo sentirem-se embaraçadas?

 

Fobia específica:

• Algumas pessoas experimentam medo incontrolável de altura, de avião, de elevador, cobras, morcegos, aranhas, baratas, mariposas e outros insetos. Você tem algum tipo dessas fobias?

 

Obsessão

• Algumas pessoas são invadidas por pensamentos tolos, desagradáveis ou atemorizadores que se repetem sem cessar. Por exemplo: temem ferir sem intenção uma pessoa querida; sofrem desproporcionalmente por medo de que algo ruim possa acontecer a um ente amado; angustiam-se só em pensar que, um dia, possam gritar obscenidades em público, fazer gestos impróprios na presença dos outros ou contaminar-se com germes mortais. Algo assim já perturbou você?

 

Compulsão

• Algumas pessoas ficam muito perturbadas por não verificar, a todo instante, se o forno está desligado, a porta fechada, os documentos no bolso, as luzes apagadas. Outras lavam as mãos a cada dez minutos, ou contam números sem parar. Isso tem sido problema para você?

 

Estresse agudo e estresse pós-traumático

• Você viveu ou presenciou algum acontecimento traumático, no qual sentiu a vida em perigo? Ou viu alguma pessoa nessa situação? O que aconteceu?

 

Hoje, existem medicamentos específicos e tratamentos psicoterápicos que ajudam muito os portadores desses distúrbios.

Como regra, os casos de sintomas mais leves, recém instalados e com pequena interferência nas atividades diárias, podem receber tratamento psicoterápico exclusivo. Nessa área, a técnica mais aplicada é a terapia comportamental cognitiva que se baseia na exposição do paciente a estímulos potencialmente criadores de estresse, garantindo situações de segurança que evitem respostas fóbicas.

Embora a psicoterapia também esteja indicada nos casos mais graves, não deve constituir tratamento exclusivo: existem medicamentos específicos para cada tipo de distúrbio de ansiedade.

O tratamento farmacológico costuma ser prolongado: geralmente é mantido por seis a doze meses, contados a partir do desaparecimento dos sintomas e, depois, descontinuado em doses decrescentes. Em casos especiais, a medicação pode ser mantida por muito mais tempo.

Os distúrbios de ansiedade são provocados por desordens do sistema nervoso simpático, que libera, na circulação, quantidades inadequadamente altas dos hormônios envolvidos na reação de estresse. Seus portadores, abandonados à própria sorte, como ocorria no passado, podem sucumbir aos sintomas causados por essas descargas hormonais e passam a levar uma vida marcada pelo medo e o isolamento.

Pai tenta desenvolver capacidade de amamentar

 

Um estudante de economia sueco, Ragnar Bengtsson, de 26 anos, começou a estimular seus mamilos com uma bombinha, na tentativa de produzir leite. “Qualquer coisa que não faça mal, vale a pena tentar. E se funcionar, seria muito importante para a habilidade do homem de ficar mais próximo de seus filhos desde os primeiros momentos”, disse Bengtsson.

001

Ele garante que não está utilizando nenhum estímulo hormonal, nem farmacológico. – “Isso poderia funcionar, mas alteraria o valor nutricional do leite e colocaria tudo a perder”.

Bengtsson, que tem um filho de dois anos que não participa da experiência, afirmou que as reações têm sido muito fortes: – “Algumas pessoas pensam que é algo doentio”.
O jornal sueco “The Local” ouviu uma professora de endocrinologia do Instituto Karolinska, centro mundial de excelência em ensino e pesquisa médica. Na opinião da doutora Sigbritt Werner, pode ser que Bengtsson produza uma gota ou duas de leite após três ou quatro meses de “experimento”.

Fonte G1

Publicidade x Mulher II – Triton promove violência contra a mulher

A nova campanha Primavera-Verão da Triton está literalmente de “cair o queixo”. Também não é para menos, é só vocês olharem essas fotos.

01

02

03

A cada minuto uma mulher sofre algum tipo de violência no Brasil e no mundo, pode ser ela física ou psicológica infelizmente isso não é novidade para ninguém.

A violência contra mulher é uma realidade experimentada em várias partes do planeta, em países desenvolvidos ou subdesenvolvidos, no meio urbano e rural, em grandes e pequenas cidades e nas mais variadas classes ou grupos sociais.

Isso ocorre porque a mulher ainda é vista como o “sexo frágil” e essa tal violência está baseada em uma visão de mundo que permite aos homens e à sociedade, a liberdade e legitimidade de usar violência contra as mulheres, com os mais diversos objetivos.

Homens e mulheres gozam dos mesmos direitos civis na sociedade brasileira, portanto não é mais aceitável que o praticante da violência contra mulher permaneça impune.

Estamos tanto tempo lutando pelos nossos direitos, no trabalho e melhores condições de vida. Uma de nossas maiores conquista foi o direito pelo voto. Em 1893 a Nova Zelândia foi o primeiro pais do mundo a garantir o sufrágio feminino.

E hoje? Estamos no século XXI, vencemos muitas barreiras e parece que nada mudou.

Voltando ao assunto das fotos, a campanha primavera-verão da Triton,é promoção pura de violência contra mulher.Mostra que a mulher é e sempre será submissa ao homem.

Muitas pessoas devem pensar que não tem nada a ver, pois é apenas uma “campanha”. Mas para mim tem tudo a ver, já não basta tanta violência gratuita que vemos todos os dias?

Essa foto do rapaz com o machado, por exemplo, me lembra mais aqueles filmes “trash” de sexta-feira 13, do que uma foto para campanha publicitária de uma marca de roupas.

Chega a ser assustador e bizarro.

Por Bruna Robiati

Publicidade X Mulher

Faz alguns dias que venho vendo como a publicidade está promovendo uma divulgação negativa contra as mulheres.

Andei vendo em alguns blogs também a indignação sobre certos comerciais, que de certa forma denigre a imagem da mulher. Um deles é sobre o sabonete íntimo Carefree.

Esse comercial eu já tinha visto na TV, mas analisando cuidadosamente você acaba encontrando muitos pontos “machistas”.

Carefree : preserve seu encanto por mais tempo.

Depois que vi o vídeo cheguei a seguinte conclusão: Você mulher,se não usar o tal sabonete íntimo,perderá seu encanto,ou seja vai virar abóbora.

Somente quem usa, estará salvo de tudo de ruim. Mas espera aí!Como assim?

É isso mesmo! Corrijam-me se eu estiver errada, mas nós mulheres somos interessantes, encantadoras somente pelo odor de nossa parte íntima?

Talvez algumas pessoas não enxerguem nada fora do normal no comercial, mas a verdade é essa, quem sai perdendo somos nós mulheres,sempre.

 

Outro comercial um tanto machista é o do Honda City. A mulher tem que ser um enfeite na vida do homem, não basta apenas ser mulher, tem que ser linda e fazer o tipo “gostosona”. Sim, porque mulher com rosto bonito apenas, não é bonita. Entendeu?

Bom, o vídeo fala por si próprio.

Por Bruna Robiati.