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David Goldman recebeu notícia com cautela, diz advogado

Segundo advogado, americano desembarca nesta quinta no Rio.
Guarda é disputada com padrasto brasileiro. 

O americano David Goldman recebeu com cautela a decisão do Tribunal Regional Federal para que seu filho, Sean Goldman, de 9 anos, seja devolvido aos Estados Unidos em 48 horas. A informação é de seu advogado, Ricardo Zamariola. Segundo ele, David ficou contente, mas optou pela cautela por já ter tido outras decisões favoráveis em que acabou não levando a criança para seu país.

A guarda do menino é disputada pelo pai americano e pela família de sua mãe, a brasileira Bruna Bianchi, que morreu em 2008 durante o parto de sua filha com o avogado João Paulo Lins e Silva.

A avó do menino, Silvana Bianchi, protocolou na última segunda-feira (14), no Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido de habeas corpus para que o neto ficasse no Brasil. Segundo o STF, no entanto, o pedido ainda não foi julgado.

De acordo com Zamariola, David Goldman desembarca nesta quinta-feira (17) no Rio.

Recurso às instâncias superiores

A decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região prevê que o menino tem até 48 horas para retornar aos Estados Unidos. A criança tem que ser entregue ao Consulado americano no Rio. A informação foi confirmada pelo advogado de David, Ricardo Zamariola.

Da decisão cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça. No caso de matéria constitucional, o recurso deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal.

O caso foi examinado por três desembargadores da 5ª Turma de Julgamento, no Rio.

Briga judicial

No dia 1º de junho, a Justiça Federal determinou que Sean seja devolvido ao pai biológico que mora nos Estados Unidos, David Goldman. No entanto, dias depois, o Tribunal Regional Federal no Rio de Janeiro suspendeu a decisão em caráter liminar (provisório), até que o caso fosse julgado de maneira definitiva pela Justiça Federal.

No habeas corpus, a defesa de Silvana Bianchi pede que seja concedida uma liminar em vista “ao perigo na demora da apreciação judicial”. No mérito do pedido, a avó materna pede que a Justiça tome depoimento do menino para que ele próprio decida entre deixar o país com seu pai biológico ou ficar no Brasil com a família brasileira. O relator do processo é o ministro Marco Aurélio Mello.

Sean mora no Brasil há quase 5 anos, quando veio dos Estados Unidos com a mãe. Já no Brasil, Bruna Bianchi se separou de David e se casou com o advogado João Paulo Lins e Silva. Em 2008, após a morte de Bruna, o padrasto ficou com a guarda provisória da criança. David Goldman, no entanto, entrou na Justiça e pede o retorno da criança aos Estados Unidos.

Desde então, pai e padrasto travam uma batalha jurídica pela guarda do menino. O caso começou na Justiça estadual do Rio e depois passou para a competência federal.

Goldman alega que o Brasil viola uma convenção internacional ao negar seu direito à guarda do filho. Já a família brasileira do garoto diz que, por “razões socioafetivas”, ele deve permanecer no país.

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