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‘Foi feita Justiça’, diz doméstica agredida na barra sobre sentença

Ela foi espancada e roubada em 2007.
Cada um dos cinco agressores pagará R$ 100 mil à mulher.

“Para mim é uma alegria muito grande, porque eu sei que foi feita Justiça realmente”, afirmou nesta segunda-feira (16) a empregada doméstica Sirlei Dias Carvalho, agredida e roubada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em 2007.  Sirlei se refere à decisão da Justiça que condenou os cinco jovens acusados da agressão a pagarem, cada um, R$ 100 mil à vítima. Por se tratar de uma decisão de primeira instância, os cinco acusados podem recorrer da sentença.

Perguntada se estava feliz com a decisão da Justiça, Sirlei afirmou: “Pelo fato do valor do dinheiro, não, porque não era minha intenção. Não era para as pessoas falarem ‘ela está feliz por causa do valor’. Vai me ajudar para o ensino, educação do meu filho. Mas pela Justiça, sim. Hoje no Brasil a gente vê a que Justiça não foi feita para poucos, mas para todos”, afirmou a empregada, em entrevista ao RJTV.

Sentença condena a pagamento de salários
Para a juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, titular da 6ª Vara Cível da Barra, “o único meio que o Judiciário tem de repudiar o menosprezo demonstrado pelos agressores de Sirlei, é sancionar a conduta que eles tiveram, aplicando uma condenação de caráter sócio-educativo para que os jovens percebam os valores da pluralidade, solidariedade e igualdade”.

“Direito à dignidade representa direito ao respeito. Infelizmente, nesta ‘tragédia’ vivida por Sirlei, não houve consideração com sua pessoa, os agressores sequer a perceberam como tal, não a tinham como pertencendo ao mesmo grupo social”, destacou a juíza.

Além da indenização por dano moral, os jovens terão que pagar a Sirlei o valor de R$ 1.722,47 por dano material, com correção monetária e juros legais. Além desse valor, foram condenados a pagar um valor correspondente ao salário de empregada doméstica que deixou de receber desde a data dos fatos até aquela em que ficar comprovado, através de perícia médica, que a Sirlei recuperou a plena capacidade para o desempenho das atividades de sua profissão.

Prisão
Em 2008, os cinco jovens já haviam sido condenados por roubarem e agredirem a doméstica. Dois deles pegaram seis anos de reclusão em regime inicial semi-aberto enquanto outro foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão em regime inicial semi-aberto.

Um dos garotos, que tinha antecedente criminal (roubo com emprego de arma de fogo), foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado. O quinto acusado, que também respondia a outro processo, foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão em regime inicialmente fechado.

Relembre o caso
Cinco moradores de condomínios de luxo na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, foram acusados de espancar e roubar um celular e R$ 47 de uma empregada doméstica em um ponto de ônibus na Avenida Lúcio Costa, em junho de 2007.

Na ocasião, Sirlei Dias Carvalho Pinto, de 32 anos, que reconheceu por meio de fotos quatro suspeitos do crime. O outro seria o dono do carro que transportava os jovens.

Flashmob contra o uso de peles na Argentina

Pesquisando na rede como sempre, encontrei algo muito interessante que não poderia deixar de postar aqui.

Aproximadamente trinta voluntários da organização em defesa dos animais AnimaNaturalis surpreenderam as pessoas que passavam pela rua Florida, em Buenos Aires, na Argentina, com uma performance tipo flashmob (ação inesperada e impactante em um lugar público, onde as pessoas aparecem, fazem uma atuação e se dispersam rapidamente).

Durante o ato, mulheres que vestiam casacos de pele foram simbolicamente atacadas, mortas e suas peles foram tiradas por ativistas que portavam bastões, enquanto os pedestres assistiam a tudo surpresos. Os ativistas mostravam as peles tiradas das mulheres com uma camiseta com os dizeres “pele é morte”.

Com este ato, os voluntários conseguiram chamar a atenção das pessoas para o assunto, conscientizando a sociedade da crueldade que implica o uso de roupas com peles, convidando todos a se colocarem no lugar das vítimas dessa indústria.

Como amante e protetora dos animais, essa iniciativa tem todo meu apoio. A ação é forte, porém “realista” desse tipo nojento de consumo.

Confira o vídeo abaixo: