O Rio de Janeiro quer paz

Todos estão acompanhando o que está acontecendo no Rio de Janeiro. É uma verdadeira guerra entre policiais e traficantes, mas necessário. Já passava da hora das autoridades tomarem alguma atitude para combater a bandidagem nas favelas do Rio.

Policiais passam por parede desenhada a bandeira do Brasil cravada de tiros no Complexo do Alemão

Precisa dizer algo mais? Essa imagem fala por si, tudo o que queremos é Ordem e Progresso.

A música  Enquanto Houver do Detonautas que postei dia 15 de novembro se encaixa hoje  perfeitamente na situação da cidade maravilhosa.

Quando Renato Russo compôs a letra da música Que País é esse? em 1987, certamente não tinha ideia do iria acontecer no Rio em 2010. No entanto vamos recordar a canção e ver como também se aproxima muito da nossa realidade.

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte eu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Terceiro mundo, se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Queremos paz no Rio, paz no Brasil, paz no mundo! Será que é pedir muito?

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Enquanto houver…

 

Nunca escondi minha admiração por eles, Detonautas para mim é uma das melhores bandas brasileiras,  se não for a melhor. Sempre com canções lindíssimas , letras tocantes e inteligentes.

Muitas pessoas deveriam parar e escutar pelo menos uma música da banda, com certeza não vão se arrepender.

Letra:

Meu amor,
Os ônibus estão em chamas
Tem gente pegando fogo.

Meu amor,
Quando chove no verão
Sempre tem desabamentos.

Meu amor,
De onde vem a ignorância
Dentro dessa confusão?

Meu amor,
Enquanto isso no congresso
Eles roubam o país.

Certamente eles não vão querer
O progresso da nação
E não dormiremos em paz
Enquanto houver injustiças
Não dormiremos em paz
Enquanto houver desisgualdades.

Meu amor,
Tem gente passando fome
Muitos em total miséria.

Meu amor,
Se o estado é negligente
Quem toma conta da gente?

Meu amor,
As crianças sem escolas
Poucos são os hospitais.

Meu amor,
E quando falta educação
Como vocês querem paz?

 

A inveja é a arma dos incompetentes

Minha intenção no último post era falar sobre a “Inveja”,  esse sentimento tão feio,  mesquinho, e que sua simples pronúncia me causa arrepios na espinha. Todavia terminei por mudar a direção do assunto e falei sobre o preconceito, algo tão igualmente repugnante.

Já vi muito nesse mundão da internet pessoas dizendo aquela famosa frase “Sua inveja faz a minha fama.” Comentário ridículo.

Inveja não faz a fama de ninguém, muito pelo contrário, somente traz coisas ruins e energias negativas. Deixa a pessoa  desanimada, cansada, com o corpo pesado, sem vontade de fazer nada. Quem nunca teve essa sensação de mal-estar? O que realmente leva uma pessoa a ter inveja de outra?

Apesar do indivíduo que é alvo de inveja possa ser atingido pelas energias negativas que lhe são direcionadas, o outro lado costuma sofrer muito mais. Estudos já mostraram que a pessoa que vive tensa, se incomoda demais com o sucesso alheio e deixa o ódio tomar conta do seu coração está mais sujeito a doenças emocionais e cardíacas que podem reduzir a expectativa de vida.

De acordo com o dicionário Inveja significa:

1. Desgosto pelo bem alheio.

2. Desejo de possuir o que outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).

O significado dessa palavra vai muito além do que explica o dicionário. É considerado um dos sentimentos mais impuros e difíceis  de ser expulso do ser humano, e também um dos vícios que mais causa sofrimento nas pessoas. Onde houver apego à materialidade das coisas, naquilo que o objeto representa bem-estar e status, lá estará a inveja rondando como um abutre faminto, seja esse objeto palpável ou não.

Existem pessoas que ficam como cães de guarda sempre alertas ao menor ruído, basta alguém se destacar em algo, por mais baixo que seja e lá estará presente o invejoso apto para tentar diminuir o feito de seu próximo. Um calçado diferente, uma roupa da moda, um carro, um novo namorado ou mesmo um brinco, se torna motivo para elogios nem sempre sinceros. Uma simples comparação com outro indivíduo e uma antipatia por não ser como os outros são, é considerado um efeito da inveja. Uma vez que esta não existe sem tal comparação.

Não é errado batalhar para conquistar o conforto necessário à subsistência e às condições materiais indispensáveis, contudo sem prejudicar o próximo. Se alguém possui uma virtude ou um objeto que nos falta, desejá-los com sinceridade e humildade não é inveja.

A inveja surge cínica e atraente quando sentimos uma sensação de perda, um vazio não completo pela causa desejada, principalmente num pensamento destrutivo que leva a nos considerar mais merecedores da conquista do que o outro indivíduo.

A pessoa invejosa não suporta ver um novato invadindo seu território, que em sua negligência deixou de ocupar por comodismo e incompetência. Ela se sente atingida e agarra-se com unhas e dentes ao espaço que pensa que é seu.

O invejoso passa a boicotar o próximo, vai invadindo com fofocas e armadilhas estrategicamente planejadas, com a intenção de destruí-lo. Ele quer provar que é melhor que o outro, mas em seu íntimo a verdade é severa e amarga, sente-se menor e tenta de todas as maneiras se enaltecer, se vangloriar. Visto que desse modo atenua o mal-estar do desequilíbrio.

O objeto de desejo, só nos concede satisfação quando a conquista é própria, e não quando é feita em cima da obtenção do outro. Destruir o próximo, não fará você chegar onde  ele chegou. Sua personalidade, sonhos, desejos, características não são iguais as de outras pessoas. Assim não adianta usá-las como alcance para a vida que é sua.

A inveja é um instinto de destruição corrompido, paralisado, que conduz o invejoso à degradação de si próprio.

Faça por merecer, batalhe, não desista, conquiste seus objetivos por mérito próprio, seja eles materiais ou não.

Qual o valor da vida?

Nunca usei o blog para falar sobre mim, pois o objetivo nunca foi esse ,mas as vezes sinto uma vontade imensa de “desabafar”, e hoje talvez seja o dia ou noite, como preferir.

Ultimamente venho tendo um sentimento muito estranho do qual ainda não consegui definir em relação às coisas que estão acontecendo, tanto pessoalmente como no mundo.

É tanta tragédia, falta de amor e de respeito ao  próximo, maus-tratos contra animais e principalmente contra à vida humana. São fatos que me fazem pensar em qual realmente é o valor da vida.

Qualquer motivo, uma discussão, uma briga pode levar ao falecimento de uma jovem, um pai, um idoso, um trabalhador. A desestruturação da família, a falta de urbanização de bairros, a falta de cuidado  com a educação dos jovens fazem a vida humana ter valores insignificantes.

A convivência humana sempre foi muito difícil e para que isso ocorra pacificamente, necessitamos de regras e principalmente de tolerância, assim como outros “itens” essenciais como paciência e respeito às diferenças.

Um dos grandes agentes da socialização é a escola, é esta que fornece o conhecimento formal e ensina a dar vazão à violência através do esporte e o seguimento de suas regras, aprendendo a ganhar e perder sem gerar uma discussão. Também é através da produção de um texto que o aluno tem a oportunidade de desabafar algo que queira.

Há uma semana, depois da votação que elegeu Dilma Rousseff a nova presidente do Brasil, uma estudande paulista de “Direito” teve a infeliz ideia de postar em sem Twitter e Facebook uma mensagem de preconceito/xenofobia contra os nordestinos. Mayara Petruso se desculpou por seus comentários e disse que a intenção não era o ódio, que acabou atingindo outro foco. Mas espera aí? Como assim? Pedir para matar um nordestino não é ódio? Então talvez seja a nova forma de amor…

A verdade é que não importa qual o foco que queria atingir, esse tipo de comentário gerou uma campanha anti-preconceito na internet, o que mostra que nosso país não atura mais essas atitudes. Não importa se a pessoa é nordestina, paulista, branca, negra, magra ou gorda, somos todos brasileiros e seres humanos.

Perfeito seria se não houvesse homofobia, preconceito racial e outros vários tipos de preconceitos contra as diferenças.

Lutar pela vida digna em coletividade ainda é um caminho possível, somente depende da vontade de cada um.

Obs: Eu ia falar sobre mim, sobre outra história e acabei mudando a direção da conversa no meio do post. Já havia um tempo que estava querendo escrever algo sobre esse fato do preconceito.