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Nunca usei o blog para falar sobre mim, pois o objetivo nunca foi esse ,mas as vezes sinto uma vontade imensa de “desabafar”, e hoje talvez seja o dia ou noite, como preferir.

Ultimamente venho tendo um sentimento muito estranho do qual ainda não consegui definir em relação às coisas que estão acontecendo, tanto pessoalmente como no mundo.

É tanta tragédia, falta de amor e de respeito ao  próximo, maus-tratos contra animais e principalmente contra à vida humana. São fatos que me fazem pensar em qual realmente é o valor da vida.

Qualquer motivo, uma discussão, uma briga pode levar ao falecimento de uma jovem, um pai, um idoso, um trabalhador. A desestruturação da família, a falta de urbanização de bairros, a falta de cuidado  com a educação dos jovens fazem a vida humana ter valores insignificantes.

A convivência humana sempre foi muito difícil e para que isso ocorra pacificamente, necessitamos de regras e principalmente de tolerância, assim como outros “itens” essenciais como paciência e respeito às diferenças.

Um dos grandes agentes da socialização é a escola, é esta que fornece o conhecimento formal e ensina a dar vazão à violência através do esporte e o seguimento de suas regras, aprendendo a ganhar e perder sem gerar uma discussão. Também é através da produção de um texto que o aluno tem a oportunidade de desabafar algo que queira.

Há uma semana, depois da votação que elegeu Dilma Rousseff a nova presidente do Brasil, uma estudande paulista de “Direito” teve a infeliz ideia de postar em sem Twitter e Facebook uma mensagem de preconceito/xenofobia contra os nordestinos. Mayara Petruso se desculpou por seus comentários e disse que a intenção não era o ódio, que acabou atingindo outro foco. Mas espera aí? Como assim? Pedir para matar um nordestino não é ódio? Então talvez seja a nova forma de amor…

A verdade é que não importa qual o foco que queria atingir, esse tipo de comentário gerou uma campanha anti-preconceito na internet, o que mostra que nosso país não atura mais essas atitudes. Não importa se a pessoa é nordestina, paulista, branca, negra, magra ou gorda, somos todos brasileiros e seres humanos.

Perfeito seria se não houvesse homofobia, preconceito racial e outros vários tipos de preconceitos contra as diferenças.

Lutar pela vida digna em coletividade ainda é um caminho possível, somente depende da vontade de cada um.

Obs: Eu ia falar sobre mim, sobre outra história e acabei mudando a direção da conversa no meio do post. Já havia um tempo que estava querendo escrever algo sobre esse fato do preconceito.

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