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Crônicazinha básica;

Eu sou uma farsa! Meus livros na mesa do computador no quarto são puro enfeite, salvo aqueles que “tenho” que ler para meu TCC, minhas frases de efeito são plágios ordinários, não sei diferenciar os três Andrades da poesia.

Acompanho os acontecimentos em rasas manchetes onlines, digo que vejo muito TV, mas na verdade não tenho tempo, e pasmem, o negro dos meus cabelos são apenas coloração barata.  Sou uma farsa da cabeça aos pés, vagueando pelo mundo artificial que me envolve.

Comecei este blog porque tinha uma boa história para contar.  Inicialmente até que agradou o público.

O tempo passa. As coisas passam, e as vezes penso, isso ficaria legal no meu blog. Eis que  minutos também se passam e pronto, já era baby, o acontecimento cai no esquecimento. Ou até mesmo não merecia estar aqui.

Eu sou uma farsa! Esse sorriso escancarado em meu rosto muitas vezes não é real, uso máscaras, mas quem não as usam? A vida é assim, temos que nos submeter à esses tipos de coisas. Mas que coisas?

A verdade é que nos mascaramos a nós mesmos. Acabamos por acreditar na pessoa que vemos ao espelho e não vemos o que está por detrás disso. Mas é também real que com essas máscaras nos sentimos mais confiantes e mais seguros em determinadas circunstâncias. O pior é quando nos vemos claramente e sentimos o engano que vivemos.

Então bate aquela saudade de quando éramos crianças e não tínhamos preocupações, a não ser terminar o dever de casa o mais rápido possível para brincar com os amigos.

Quando você é jovem, sua vida inteira é sobre a busca de diversão. Então, você cresce e aprende a ser cauteloso. Você pode quebrar um osso ou um coração. Você olha antes de pular e, às vezes você não pula porque não há sempre alguém lá para pegar você. E na vida, não há rede de segurança. Quando a vida parou de ser divertida e começou a ser assustadora?

Obs: Trechos adaptados de Maira Viana.

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