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Ser jornalista é vida sem meio-termo. É ter diploma de bipolaridade. Ou não ter diploma. É amor e é dor. Entusiasmo e apatia no mesmo dia. É querer salvar o mundo sabendo que essa merda não tem mais jeito, não. É ter muitas ideias para o futuro e não ter a menor ideia do futuro. É bater e é apanhar. É ser seguramente inseguro. É ter ora uma vontade louca de viajar o planeta ora de ficar quietinho no seu canto. É ir do Inferno ao Céu numa única pauta. É odiar Matemática, mas encher a matéria de números. É querer fazer tanta coisa e ter uma preguiça danada. É ser livre sem ser livre. É se achar mesmo quando se está perdido. É ter porra nenhuma para celebrar e, ainda assim, ir ao bar. Um brinde à porra nenhuma! É fazer graça da desgraça. É dormir cheio de aflição e acordar cheio de excitação. Ser jornalista é ser tudo isso e não ser. Eis a confusão.

Fonte: http://desilusoesperdidas.blogspot.com.br/

Hoje, 7 de abril, é comemorado o dia do jornalista.A data não é considerada feriado nacional, no entanto representa uma homenagem da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), ao jornalista Líbero Badaró, que nos anos de 1830, empenhava-se em denunciar os abusos do Império. O 7 de abril não é nomeado pelo nome de Badaró, todavia, ficou conhecido como o Dia Nacional do Jornalista. 

Na verdade não temos muito o que comemorar né? Jornalistas sendo assassinados, sequestrados, sofrendo atentados e muitas outras coisas pra lá de ruins. Sem contar nossa desvalorização. Pessoa não dá valor no nosso trabalho, acha que somos escravos, sei lá, vivendo como na época da escravidão ainda. Salário? Um dos mais baixos que existe. E a humilhação? (no meu caso né)…bah, melhor deixar para lá.

Feliz dia do jornalista!

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