Internet: a invasão dos imbecis com discurso de ódio

Ano 2017, domingo, 12 de novembro.

São 14:56h ainda não almocei, e mesmo com fome, muita fome rs, não pude deixar de comentar algo que há muito tempo vêm me incomodando. No entanto hoje lendo um pouco sobre Umberto Eco reencontrei a frase perfeita para fazer uma introdução à esse assunto: as manifestações de ódio na Internet, no qual falarei no próximo post (sem fome).

“As redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis.”

– Umberto Eco, após uma cerimônia em que recebeu o título de doutor honoris causa em comunicação e cultura na Universidade de Turim, em 2015.

Em breve falaremos sobre.

 

 

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Precisamos falar sobre Kelly

Hoje reativo meu blog falando da monstruosidade que fizeram com a jovem Kelly Cristina Cadamuro. Sim, monstruosidade, pois fica um pouco difícil chamarmos simplesmente de “crime”.

Confesso que estou bastante tocada com esse “crime”,  uma vez que me identifiquei muito com Kelly. Ela viajava com frequência de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto, onde morava, para Itapagipe, em Minas Gerais, onde reside o namorado, o engenheiro Marcos Antônio da Silva. Para dividir as despesas, a jovem compartilhava as viagens com pessoas do grupo formado por meio do WhatsApp.

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Reprodução/Facebook – Kelly tinha apenas 22 anos de idade

Eu, Bruna, também tenho um namorado que reside em outra cidade, 580km daqui. Não é fácil manter uma rotina “normal” de encontros, visto que os gastos com o transporte ficam bem onerosos. Nunca participei “ativamente” de grupos de caronas em redes sociais ou por aplicativos, mas reconheço que entrei em uma comunidade online para tentar carona, porém como não respondi nenhuma solicitação e mensagem dos membros, acabei sendo desligada do grupo. Que sorte!

De acordo com informações de familiares, Kelly  era dedicada ao trabalho e fazia economia porque planejava casar e ter filhos.

A TRAGÉDIA 

A jovem desapareceu na noite de 1 de novembro, uma quarta-feira,  após combinar pelo WhatsApp uma carona com um casal de Rio Preto, que na hora da partida, só apareceu o homem, em seguida identificado como Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos. Ele cumpria pena por diversos crimes e foi favorecido com a saída temporária de Páscoa, mas nunca retornou à prisão.

O namorado de Kelly, através do aplicativo de mensagens, demonstrou preocupação a respeito do trajeto da moça com o carona  Veja na imagem abaixo.

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O corpo de Kelly foi localizado no dia 2 de novembro, com as mãos amarradas, seminu, com marcas de estrangulamento e com a cabeça imersa num córrego, entre as cidades de Itapagipe e Frutal, em MG. Câmeras de segurança de uma praça de pedágio mostraram Jonathan retornando sozinho com o veículo da jovem. O carro foi encontrado sem o aparelho de som e sem os quatro pneus próximo de Mirassol – SP.

É com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) que a  Polícia Civil de Frutal  trabalha. Exames iniciais não confirmaram violência sexual. De acordo com a confissão do criminoso, a jovem teria resistido e lutado, “obrigando-o” , sim obrigando-o a amarrá-la.

Exames comprovaram que a jovem foi agredida e estrangulada. O homem teria falado que pretendia apenas roubar e escolheu a vítima aleatoriamente, porém a polícia acredita que ele premeditou o crime.

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Kelly era somente uma garota de 22 anos, talvez assim como você, assim como eu. Trabalhava e estudava, assim como você, assim como eu. Tinha sonhos, queria constituir família, assim como você, assim como eu. Era apaixonada pelo namorado, que vive longe, talvez assim como você, assim como eu.

Qual foi o erro dela? Nenhum!

Vejo por aí muitas pessoas culpando a vítima, pois ela ofereceu carona. “Onde já se viu dar/pegar carona com estranhos? Ah, ela estava pedindo para morrer!”

Não gente, ela não estava pedindo para morrer. Kelly apenas não enxergou a maldade naquele ser. Não passou em seu pensamento que o pior poderia acontecer. Ela estava acostumada a compartilhar as idas e vindas desse trajeto, para ela seria somente mais uma viagem comum, como as outras.

Essa monstruosidade poderia ter acontecido com qualquer um, comigo ou com você. E não me venha se abster desse perigo, pois não só de caronas morrem Kellys por aí. É só realizar breves pesquisas na rede e descobrirá que numa noite qualquer uma jovem sofreu violência sexual após pegar um Uber e talvez outra tenha sido abusada ao voltar de táxi para casa.

A culpa não foi de Kelly, a culpa nunca é da vítima.

Especialmente nesse caso, a culpa é nossa, que vivemos em um país com leis e governantes que permitem que esses tipos atrocidades aconteçam e ainda assim continue tudo do mesmo jeitinho de antes. Contudo não entrarei nesses detalhes hoje, do contrário digitaria nesse espaço até amanhã.

Hoje precisamos somente falar sobre Kelly…

 

Ser jornalista…

Ser jornalista é vida sem meio-termo. É ter diploma de bipolaridade. Ou não ter diploma. É amor e é dor. Entusiasmo e apatia no mesmo dia. É querer salvar o mundo sabendo que essa merda não tem mais jeito, não. É ter muitas ideias para o futuro e não ter a menor ideia do futuro. É bater e é apanhar. É ser seguramente inseguro. É ter ora uma vontade louca de viajar o planeta ora de ficar quietinho no seu canto. É ir do Inferno ao Céu numa única pauta. É odiar Matemática, mas encher a matéria de números. É querer fazer tanta coisa e ter uma preguiça danada. É ser livre sem ser livre. É se achar mesmo quando se está perdido. É ter porra nenhuma para celebrar e, ainda assim, ir ao bar. Um brinde à porra nenhuma! É fazer graça da desgraça. É dormir cheio de aflição e acordar cheio de excitação. Ser jornalista é ser tudo isso e não ser. Eis a confusão.

Fonte: http://desilusoesperdidas.blogspot.com.br/

Hoje, 7 de abril, é comemorado o dia do jornalista.A data não é considerada feriado nacional, no entanto representa uma homenagem da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), ao jornalista Líbero Badaró, que nos anos de 1830, empenhava-se em denunciar os abusos do Império. O 7 de abril não é nomeado pelo nome de Badaró, todavia, ficou conhecido como o Dia Nacional do Jornalista. 

Na verdade não temos muito o que comemorar né? Jornalistas sendo assassinados, sequestrados, sofrendo atentados e muitas outras coisas pra lá de ruins. Sem contar nossa desvalorização. Pessoa não dá valor no nosso trabalho, acha que somos escravos, sei lá, vivendo como na época da escravidão ainda. Salário? Um dos mais baixos que existe. E a humilhação? (no meu caso né)…bah, melhor deixar para lá.

Feliz dia do jornalista!

De Jales para a Itália

Jalesense se destaca como jogador de futsal na Europa e vence importante campeonato

Ele iniciou seu contato com a bola desde muito cedo. Com apenas sete anos de idade o jalesense Luiz Paulo Negro Caetano começou a jogar futsal na escolinha da Apafuj – Associação de Pais e Amigos do Futsal de Jales. Como todo garoto, não pensava que o sonho de sua infância em ser um jogador de futebol de salão e ter contrato estabelecido com um renomado time europeu se concretizaria em breve. E ainda mais, ser campeão da Copa Itália de Futsal.

Aos 17 anos, Luiz Paulo defendia a equipe de futsal da Funec, de Santa Fé do Sul, e, enquanto disputava a semifinal de um campeonato paulista foi visto por um treinador da Itália que estava na região visitando amigos. O italiano gostou do jalesense logo de início e fez o convite para ele jogar na Itália.

Já faz sete anos que o garoto de Jales está na Europa, e, atualmente reside na comuna italiana Citta Sant’ Angelo da região dos Abruzos, província de Pescara. Ele começou a carreira esportiva na equipe de Modugno e, após três anos, assinou contrato com o Acqua&Sapone, sua atual equipe.

Naturalizado italiano desde sua chegada em terras italianas, Luiz Paulo confessa que nos primeiros meses a adaptação ao clima frio e idioma não foi nada fácil, mas que com o tempo e conhecimento acostumou-se bem.

Os pais, Suzeli Ferreira Negro Caetano e José Paulo Caetano foram a peça fundamental para a ascensão do jovem em sua profissão de jogador.Sempre o apoiando em suas decisões, encorajaram o filho a ir mais longe.

Luiz Paulo comemorando o 1º gol do seu time na final contra a equipe da Lazio
Luiz Paulo comemorando o 1º gol do seu time na final contra a equipe da Lazio

COPA ITÁLIA

Este ano, Luiz Paulo já conseguiu realizar um de seus três grandes objetivos, sagrar-se campeão da Copa Itália de Futsal 2014 com o Acqua & Sapone. O jogo da vitória aconteceu no último dia 16 de março, com o placar de 3 a 1, contra o time da Lazio. “Estou muito feliz por ter trabalhado bastante e ser recompensado com essa conquista. Foi perfeito, venho me dedicando desde o começo da temporada, graças a Deus pude realizar esse desejo. É muito importante poder ganhar um título de campeão na carreira de jogador, é uma sensação maravilhosa”, comentou o atleta.

Mas o jovem ainda tem muitas metas para conquistar. Ainda em 2014, ele sonha com a vitória do campeonato italiano e a Winter Cup, em que sua equipe já se encontra na semifinal.

Acqua & Sapone vibrando com a vitória do campenato
Acqua & Sapone vibrando com a vitória do campeonato

PERSISTÊNCIA

Para os jovens que tem o objetivo e sonham em fazer parte de um famoso clube, de ser um jogador conhecido por suas competências e habilidades, o jalesense deixa uma mensagem de otimismo: “Nunca desista dos seus sonhos, siga em frente sempre, batalhando com humildade, sem passar por cima de outras pessoas e pedindo sabedoria a Deus, com ele tudo fica mais fácil de conseguir”, finalizou Luiz Paulo.

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Campeão paralímpico Alan Fonteles fala sobre carreira e superação em visita a Jales

Alan Fonteles Cardoso Oliveira , campeão paralímpico nos 200m das Paraolimpíadas de Londres (2012), esteve em Jales na última terça-feira, dia 22, no Cievi – Centro Integrado Esportivo de Valorização do Idoso, participando do “Roteiro Esportivo” do Sesc.

Com o objetivo de incentivar a prática esportiva da pessoa com deficiência, o três vezes medalhista de ouro no Mundial Paralímpico de Lyon, na França e ouro nos 200m nas Paraolimpíadas de Londres palestrou para dezenas de jalesenses sobre suas vitórias, entre tantas outras conquistas, não somente na vida profissional.

 

O menino que teve as duas pernas amputadas acima do joelho com apenas 21 dias de vida por conta de uma septsemia, gerada por uma infecção intestinal, é movido pelos sonhos e determinação, motores de sua vida.

Alan Fonteles, hoje aos 21 anos de idade, idealizou aos oito, se tornar uma estrela do atletismo adaptado.

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CARREIRA

Decidido e perseverante, deixou sua cidade natal, Marabá , no Estado do Pará, para viver e treinar em São Paulo. Chegou como um desconhecido, nos Jogos Paralímpicos de Londres para disputar com os grandes nomes e apostas ao título de campeão da competição. Ele ultrapassou e desbancou o sul-africano Oscar Pistorius e viu seus desejos começarem a se concretizar.

O atleta sonha com a participação nas Paraolimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016, como o grande dono da casa. Confirmar o título dos 200m e faturar ainda o ouro nos 400m faz parte das metas estabelecidas pelo atleta. Mas ele quer mesmo é se tornar uma referência no esporte.

“Se a minha história serve de motivação para muitas pessoas, estar presente em eventos como este é motivação para mim também. Fico muito feliz em vê-los felizes com a minha história. Alguns vão lembrar para sempre da minha passagem aqui e quem sabe, sirvo de inspiração para uma dessas pessoas”, disse Alan durante a palestra em Jales.

O evento “Roteiro Esportivo”  realizado em Jales foi uma parceria da unidade Riopretense do Sesc – Serviço Social do Comércio,com a Prefeitura de Jales e apoio do Sincomércio – Sindicato do Comércio Varejista.

  Texto que fiz para o jornal que trabalho. 

Delegado especialista em crimes cibernéticos analisa caso de espionagem dos Estados Unidos ao Brasil

Em maio deste ano o mundo ficou surpreso com as revelações feitas pelo ex- técnico da CIA – Agência Central de Inteligência Americana, Edward Snowden, sobre o vazamento de informações sigilosas de segurança dos Estados Unidos e a revelação detalhada de alguns dos programas de vigilância que o país usa para espionar os norte-americanos, países da Europa e da América Latina, inclusive o Brasil, fazendo o monitoramento de conversas da presidenta Dilma Rousseff com seus assessores. Snowden teve acesso às informações que vazou para a imprensa quando prestava serviços terceirizados para a Agência de Segurança Nacional (NSA) no Havaí.
Para falar sobre esse assunto polêmico que tem tomando conta dos meios de comunicação brasileiros, conversamos com o professor universitário e delegado de polícia, de Santana da Ponte Pensa, Higor Vinicius Nogueira Jorge, especialista na investigação de crimes Cibernéticos e em Segurança da Informação.

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Bruna – Tecnologicamente falando, o que acarreta esse esquema de espionagem dos Estados Unidos, revelado há alguns meses pelo ex-analista de inteligência norte americano Edward Snowden?

Delegado Higor – Na verdade o que ocorreu foi que as pessoas comuns passaram a ter conhecimento das atividades de inteligência conduzidas por alguns órgãos estratégicos do governo dos Estados Unidos, principalmente pela Agência de Segurança Nacional do país, também conhecida pela sigla NSA, que monitora todo o tráfego na internet, ou seja, tudo que os usuários fazem por intermédio da rede mundial de computadores.

Antes destes fatos virem à toda, toda informação sobre eventual monitoramento da internet pelo governo norte americano era considerada teoria conspiratória e as pessoas não levavam isso muito a sério.
Com a divulgação desses fatos as pessoas passaram a compreender a dificuldade de ter a privacidade e a intimidade preservadas quando se utiliza a internet.

Bruna – Mas tratando-se de Brasil, o país possui tecnologia adequada para proteger os meios de comunicação dos cidadãos comuns e também do governo?
Delegado Higor – Proteger a comunicação entre pessoas, ou melhor, proteger a segurança da informação, não é como adquirir um produto, não se adquire um “pacote de confidencialidade” em um supermercado, pois na verdade é um processo, um processo muito complexo, que depende do empenho de todos os componentes envolvidos. Além disso, é preciso se considerar que essa confidencialidade não é absoluta. Recentemente o governo anunciou que estuda a criação de um e-mail criptografado e gratuito que seria oferecido aos brasileiros. Essa é uma interessante iniciativa no sentido de diminuir a possibilidade de monitoramento eletrônico.

Bruna – O senhor acha que pode surgir uma crise entre Brasil e Estados Unidos por conta das revelações da espionagem sobre a presidenta e seus assessores?
Delegado Higor – Existe uma crise instalada em razão da divulgação deste episódio de espionagem eletrônica praticada pelo governo dos Estados Unidos e, cada vez que a imprensa noticia um fato novo relacionado com isso, mais essa crise se agrava, inclusive o governo tem divulgado que pretende apresentar o problema para Organização das Nações Unidas (ONU). Apesar disso, não acredito que essa crise será capaz de causar uma ruptura no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, principalmente porque existem diversos interesses envolvidos na relação entre esses países.

Bruna – Como o Brasil e Dilma foram espionados?
Delegado Higor – Segundo o que foi preliminarmente divulgado na mídia a NSA promoveu o monitoramento dos telefones utilizados pela presidente Dilma Rousseff, dos e-mails e da utilização da internet por eles, por intermédio do monitoramento dos protocolos de internet (IPs) utilizados. Assim, pode-se dizer que as principais atividades realizadas pelo governo brasileiro, pela internet ou por telefones, eram monitoradas.

Bruna – Como reagiu o governo brasileiro?
Delegado Higor – O governo brasileiro inicialmente solicitou esclarecimentos do governo norte americano sobre o monitoramento realizado indiscriminadamente contra autoridades do governo e a Petrobras e também exigiu medidas capazes de evitar a possibilidade de atos dessa natureza.

Bruna – Qual a real motivação desta espionagem?
Delegado Higor – O monitoramento eletrônico foi realizado com a justificativa de proteger os Estados Unidos de ameaças terroristas e de outras naturezas, mas na verdade existe uma motivação política, econômica e estratégica que despertou a necessidade de realizar a espionagem eletrônica.

Bruna – Muito se fala de um “pedido de desculpa” por parte do governo norte americano. O que o senhor acha disso?
Delegado Higor – Essa questão do governo norte americano se desculpar seria uma medida unicamente diplomática que não teria reflexos capazes de impedir que outros casos de espionagem sejam realizados.

Bruna – Esse tipo de “espionagem” mais sofisticada acontece na região? Por exemplo, entre as empresas, ou apenas para vasculhar a intimidade das pessoas?
Delegado Higor – Em nossa região não temos observado casos proeminentes de espionagem industrial ou comercial, bem como tem sido incomum reportarem para os órgãos de investigação casos de violação de intimidade da pessoa pela internet. O que observamos bastante, em nossa região, são casos de crimes contra a honra, ameaças, fraudes eletrônicas e crimes contra crianças e adolescentes praticados por intermédio de dispositivos de informática.

Bruna – Como posso saber se estou sendo espionada ou invadida?
Delegado Higor – É muito importante ter instalado em seu computador um bom antivírus, preferencialmente pago, também é necessário que o sistema operacional e cada um dos programas do computador sejam configurados para atualizarem automaticamente. Também é imprescindível que o usuário do computador tome muito cuidado com os sites que acessa, com o que publica nas redes sociais, evitando sempre instalar no seu computador programas oferecidos em sites não confiáveis. Qualquer alteração no funcionamento do computador, como panes com frequência, demora no funcionamento, etc são sinais de que algo errado está ocorrendo.

Bruna – Há alguma maneira do cidadão comum pelo menos tentar se proteger da exposição de dados?
Delegado Higor – O cidadão comum deve ter consciência que todo conteúdo publicado na internet pode permanecer na referida rede indeterminadamente. Por isso devem tomar muito cuidado com as informações pessoais, comentários ou fotos publicadas nas redes sociais.
Além disso, recomenda-se a utilização de programas de código aberto, também chamados de open source e da criptografia com o objetivo de codificar as informações prestadas pela internet.

Bruna – Como posso denunciar uma situação de invasão?
Delegado Higor – Se a invasão do sistema consistir em crime, como por exemplo, se houver enquadramento na lei que trata da invasão de computadores ou em alguma outra Lei Penal, a vítima deve procurar uma Delegacia de Polícia para que o crime seja investigado. O mesmo acontece em relação a outros crimes que tenham sido praticados pela internet.

*Entrevista que fiz com o delegado Higor Jorge, especialista na investigação de crimes Cibernéticos e em Segurança da Informação.