Precisamos falar sobre Kelly

Hoje reativo meu blog falando da monstruosidade que fizeram com a jovem Kelly Cristina Cadamuro. Sim, monstruosidade, pois fica um pouco difícil chamarmos simplesmente de “crime”.

Confesso que estou bastante tocada com esse “crime”,  uma vez que me identifiquei muito com Kelly. Ela viajava com frequência de Guapiaçu, na região de São José do Rio Preto, onde morava, para Itapagipe, em Minas Gerais, onde reside o namorado, o engenheiro Marcos Antônio da Silva. Para dividir as despesas, a jovem compartilhava as viagens com pessoas do grupo formado por meio do WhatsApp.

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Reprodução/Facebook – Kelly tinha apenas 22 anos de idade

Eu, Bruna, também tenho um namorado que reside em outra cidade, 580km daqui. Não é fácil manter uma rotina “normal” de encontros, visto que os gastos com o transporte ficam bem onerosos. Nunca participei “ativamente” de grupos de caronas em redes sociais ou por aplicativos, mas reconheço que entrei em uma comunidade online para tentar carona, porém como não respondi nenhuma solicitação e mensagem dos membros, acabei sendo desligada do grupo. Que sorte!

De acordo com informações de familiares, Kelly  era dedicada ao trabalho e fazia economia porque planejava casar e ter filhos.

A TRAGÉDIA 

A jovem desapareceu na noite de 1 de novembro, uma quarta-feira,  após combinar pelo WhatsApp uma carona com um casal de Rio Preto, que na hora da partida, só apareceu o homem, em seguida identificado como Jonathan Pereira do Prado, de 33 anos. Ele cumpria pena por diversos crimes e foi favorecido com a saída temporária de Páscoa, mas nunca retornou à prisão.

O namorado de Kelly, através do aplicativo de mensagens, demonstrou preocupação a respeito do trajeto da moça com o carona  Veja na imagem abaixo.

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O corpo de Kelly foi localizado no dia 2 de novembro, com as mãos amarradas, seminu, com marcas de estrangulamento e com a cabeça imersa num córrego, entre as cidades de Itapagipe e Frutal, em MG. Câmeras de segurança de uma praça de pedágio mostraram Jonathan retornando sozinho com o veículo da jovem. O carro foi encontrado sem o aparelho de som e sem os quatro pneus próximo de Mirassol – SP.

É com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte) que a  Polícia Civil de Frutal  trabalha. Exames iniciais não confirmaram violência sexual. De acordo com a confissão do criminoso, a jovem teria resistido e lutado, “obrigando-o” , sim obrigando-o a amarrá-la.

Exames comprovaram que a jovem foi agredida e estrangulada. O homem teria falado que pretendia apenas roubar e escolheu a vítima aleatoriamente, porém a polícia acredita que ele premeditou o crime.

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Kelly era somente uma garota de 22 anos, talvez assim como você, assim como eu. Trabalhava e estudava, assim como você, assim como eu. Tinha sonhos, queria constituir família, assim como você, assim como eu. Era apaixonada pelo namorado, que vive longe, talvez assim como você, assim como eu.

Qual foi o erro dela? Nenhum!

Vejo por aí muitas pessoas culpando a vítima, pois ela ofereceu carona. “Onde já se viu dar/pegar carona com estranhos? Ah, ela estava pedindo para morrer!”

Não gente, ela não estava pedindo para morrer. Kelly apenas não enxergou a maldade naquele ser. Não passou em seu pensamento que o pior poderia acontecer. Ela estava acostumada a compartilhar as idas e vindas desse trajeto, para ela seria somente mais uma viagem comum, como as outras.

Essa monstruosidade poderia ter acontecido com qualquer um, comigo ou com você. E não me venha se abster desse perigo, pois não só de caronas morrem Kellys por aí. É só realizar breves pesquisas na rede e descobrirá que numa noite qualquer uma jovem sofreu violência sexual após pegar um Uber e talvez outra tenha sido abusada ao voltar de táxi para casa.

A culpa não foi de Kelly, a culpa nunca é da vítima.

Especialmente nesse caso, a culpa é nossa, que vivemos em um país com leis e governantes que permitem que esses tipos atrocidades aconteçam e ainda assim continue tudo do mesmo jeitinho de antes. Contudo não entrarei nesses detalhes hoje, do contrário digitaria nesse espaço até amanhã.

Hoje precisamos somente falar sobre Kelly…

 

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Apae de Jales ganha Centro de Ecoterapia

Sem necessitar de pesquisa científica, é fácil citar alguns dos incontáveis benefícios de ter um animal de estimação ou mesmo estar próximo deles. Claro que vale dizer que é preciso também gostar de animais.

No entanto, o que muitos não sabem, é que os animais também podem ser protagonistas de terapias de reabilitação de pessoas com deficiência. Instituições e profissionais que trabalham com este tipo de terapia relatam ótimos resultados. E uma das terapias que fazem uso de animais é a ecoterapia, que trabalha com cavalos.

A Ecoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência ou necessidades especial.

Na sexta-feira, dia 30 maio, a Apae de Jales, mantenedora da Escola Especial “Ana Eduarda Marques Silvestre” inaugurou seu Centro de Ecoterapia, que leva o nome de Manoel Rossafa Rodrigues e Aurora Sanches Rodrigues, uma homenagem a família Rossafa devido o sr. Manoel ter sido presidente da entidade.

A palavra Equoterapia® é patenteada por uma Associação e só pode ser usada por instituições filiadas a ela, como a Apae não é, o nome dado foi Ecoterapia.

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CENTRO DE ECOTERAPIA DA APAE

O Centro de Ecoterapia da Apae dispõe de instalações físicas e equipamentos adequados, conta com uma equipe técnica habilitada, cavalos treinados e funcionários de serviços gerais, com a finalidade de prestar um atendimento de qualidade.

De acordo com a fisioterapeuta da instituição, Mírian Ribeiro, umas das responsáveis pelo método na Apae, o atendimento ecoterápico deve ser iniciado mediante o parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. “As atividades ecoterápicas devem ser desenvolvidas por uma equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar, que envolva o maior número possível de áreas profissionais nos campos de saúde, educação e social”, afirmou.

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OBJETIVOS

A meta da Ecoterapia é buscar habilitação, reabilitação e benefícios biopsicossociais para o praticante.

No novo Centro de Ecoterapia da Apae, o método é aplicado por intermédio de programas individualizados organizados de acordo com, as necessidades e potencialidades do praticante, a finalidade do programa, os objetivos a serem alcançados, com três ênfases: a primeira, com intenções terapêuticas e educacionais, utilizando técnicas que visem, principalmente, à reabilitação física ou mental, a segunda com fins educacionais ou sociais, com a aplicação de técnicas pedagógicas aliadas terapêutica, visando á integração ou reintegração sócio familiar e por fim a terceira, com fins de inserção/reinserção social.

Profissionais das áreas de fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, pedagogia e educação física com o curso básico de ecoterapia podem ministrar o método, que, segundo a fisioterapeuta Mírian, é indicado para pessoas com deficiências intelectuais ou múltipla ou até mesmo com transtorno global do desenvolvimento.

“Os trabalhos já foram iniciados com as avaliações e 11 praticantes já deram início na terapia”, comentou a Mírian.

No contexto social, a ecoterapia ainda é adequada para diminuir a agressividade, deixar o paciente mais sociável, fazer amizades, amenizar antipatias e treinar padrões de comportamento como: ajudar e ser ajudado, adaptar as exigências do próprio indivíduo com as necessidades do grupo, diminuir e aceitar regras, concordar com as próprias limitações e as limitações do outro.